sábado, maio 24, 2008

Não batam mais no ceguinho!

Imagem via: Hoover Digest

Apesar de maltratado pelos poderes públicos e mal estimado pelos seus próprios agentes, é incontestável que o futebol se vem destacando nos últimos anos como uma das indústrias mais relevantes do panorama nacional.
Senão vejamos: a selecção nacional continua a marcar honrosas presenças em todas as fases finais das grandes competições internacionais; os jogadores e treinadores portugueses fazem furor nos campeonatos mais competitivos do planeta futebol; as nossas equipas têm conseguido manter índices competitivos elevados mesmo concorrendo a nível internacional com clubes que possuem orçamentos transcendentais; e os activos que exportamos no final de cada época chegam a atingir o dígito das centenas, em milhões de euros, superando largamente o valor das exportações de outros sectores de actividade considerados vitais para a nossa economia.
Inclusivamente, do futebol, saem outros exemplos meritórios que, a serem tomados como referência por outros sectores de actividade, elevaria os níveis de competitividade do nosso país para patamares de desenvolvimento nunca anteriormente vividos – não fosse o futebol uma das raras indústrias nacionais em que os seus assalariados [quando recebem] são mais bem remunerados que os gestores.
Porém, como nos meandros do futebol nacional vem insistentemente pairando uma espessa neblina que tarda a levantar, a CMVM decidiu [e bem] avançar em Abril passado com a imposição de algumas medidas de transparência à gestão das Sociedades Anónimas Desportivas (SAD). Mas como, particularmente quando se trata de futebol, somos geralmente possuídos por aquela inusitada tendência lusitana de desconfiar de tudo e de todos, esta intervenção da CMVM já começou [ou vai agora começar] a levantar sérias dúvidas naqueles espíritos mais cépticos. No meu entender, custa-me francamente a acreditar que uma entidade de referência como a CMVV não tenha ponderado previamente o impacto das suas novas imposições, e, contrariamente ao que advogam essas almas mais negativistas, ainda creio menos que a CMVM o tenha feito única e exclusivamente com o intuito de humilhar, ainda mais, a SAD do Sport Lisboa e Benfica. É que mesmo parecendo que não, uma instituição como a CMVM, comprovadamente idónea e que nos merece o maior respeito – como aliás ficou comprovadíssimo no caso do BCP –, nunca tomaria essa decisão sem ter garantido antecipadamente a aquisição de novos servidores para o seu sítio na internet com capacidade suficiente para armazenar todos os comunicados da SAD do Benfica a dar conta aos seus accionistas dos sucessivos falhanços negociais com os seus futuros não-treinadores; mais o fluxo de notificações que no decorrer da época irão certamente relatar as habituais lesões a serem contraídas massivamente pelos futuros reforços do “Glorioso”.
A ser verdade que a CMVM agiu de má-fé em todos este processo, e considerando o estado deplorável da justiça no nosso país, restará à Benfica SAD apresentar queixa na ACAPO – que certamente ocorrerá em seu auxilio, e fará tudo o que está ao seu alcance para que definitivamente se deixe de bater mais [e de forma continuada] num dos seus mais influentes associados.

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segunda-feira, novembro 12, 2007

"¿Por qué no te callas?" [parte 3 de 2]

Clicar na imagem para visualizar a nova mensagem que Don Juan Carlos de Borbón enviou para Hugo Chávez depois de ter tomado conhecimento dos graves problemas auditivos do espirituoso presidente Venezuelano. Uma fonte [segura] que não se quis identificar mas bastante bem relacionada na Casa Real Espanhola afirmou esta noite que Don Juan Carlos de Borbón também já encomendou uma tradução em braille na tentativa desesperada de procurar evitar mal-entendidos com o Daniel Oliveira.








Imagem gentilmente cedida pela minha pessoa.

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