DREN e a noção de delação
Em relação a todas as interpretações que possamos fazer sobre a actuação da directora da DREN algo me parece claro:
punir alguém por um sms enviado por interposta pessoa é um erro crasso.
Principalmente quando tal não é desmentido e é, aliás, menorizado.
A delação, ou em termos mais corriqueiros as "queixinhas", passam para a opinião pública como comportamentos indesejáveis, apesar da directora da DREN esclarecer que está a agitar muitos interesses.
Agora vejamos a delação com o seguinte exemplo:
A escola tem a seguinte praxe:
Os alunos mais velhos, do sexo masculino, atiram os alunos mais novos do mesmo sexo a um determinado poste, pois na escola institui-se que esse é um comportamento instituído há alguns anos e os mais velhos deverão testar os mais novos através desta prática.
Tal comportamento não deverá ser do conhecimento do Conselho Executivo da Escola, uma vez que revela perigosidade, a todos os níveis, para o(s) aluno(s) alvo(s) da prática?
E o aluno que faz "queixa" não estará a enveredar pela prática de delação, no sentido de denúncia?
A diferença óbvia entre uma prática e outra é a questão dos direitos humanos, ninguém tem direito a agredir ninguém através de uma prática irracional de testar os limites físicos e psicológicos do outro.
Perguntarão: mas então agredir verbalmente uma figura pública, por exemplo, não será, também, uma forma de agressão psicológica?
Parece-me que a liberdade de expressão envereda, por vezes, por falta de bom senso, mas também sabemos que o bom senso é uma palavra demasiado gasta e subjectiva para a maior parte das pessoas.
Nota final: No outro dia ouvi alguém chamar ao rato do computador Cavaco Silva, tal expressão, para mim, também demonstrou falta de respeito para com o chefe de estado, mas eu sei que se verbalizasse isto, com a pessoa em causa, lá vinha a liberdade de expressão à baila e o bom senso, algo que me parece demasiado subjectivo para poder ser discutido com objectividade.
punir alguém por um sms enviado por interposta pessoa é um erro crasso.
Principalmente quando tal não é desmentido e é, aliás, menorizado.
A delação, ou em termos mais corriqueiros as "queixinhas", passam para a opinião pública como comportamentos indesejáveis, apesar da directora da DREN esclarecer que está a agitar muitos interesses.
Agora vejamos a delação com o seguinte exemplo:
A escola tem a seguinte praxe:
Os alunos mais velhos, do sexo masculino, atiram os alunos mais novos do mesmo sexo a um determinado poste, pois na escola institui-se que esse é um comportamento instituído há alguns anos e os mais velhos deverão testar os mais novos através desta prática.
Tal comportamento não deverá ser do conhecimento do Conselho Executivo da Escola, uma vez que revela perigosidade, a todos os níveis, para o(s) aluno(s) alvo(s) da prática?
E o aluno que faz "queixa" não estará a enveredar pela prática de delação, no sentido de denúncia?
A diferença óbvia entre uma prática e outra é a questão dos direitos humanos, ninguém tem direito a agredir ninguém através de uma prática irracional de testar os limites físicos e psicológicos do outro.
Perguntarão: mas então agredir verbalmente uma figura pública, por exemplo, não será, também, uma forma de agressão psicológica?
Parece-me que a liberdade de expressão envereda, por vezes, por falta de bom senso, mas também sabemos que o bom senso é uma palavra demasiado gasta e subjectiva para a maior parte das pessoas.
Nota final: No outro dia ouvi alguém chamar ao rato do computador Cavaco Silva, tal expressão, para mim, também demonstrou falta de respeito para com o chefe de estado, mas eu sei que se verbalizasse isto, com a pessoa em causa, lá vinha a liberdade de expressão à baila e o bom senso, algo que me parece demasiado subjectivo para poder ser discutido com objectividade.
Etiquetas: Bom senso Delação Denúncia



