Tenho Fernando Nobre como uma pessoa de bem e bem intencionada, e concordo em absoluto que não é humanamente possível ficar indiferente perante o imenso sofrimento dos inocentes cujas vidas estão a ser profundamente afectadas por este conflito monstruoso, porém,
quando neste post o fundador da AMI descreve Menahem Beguin como chefe “terrorista” e os guerrilheiros do Hamas como “resistentes”, acaba por demonstrar um tal grau de parcialidade que, por contrariar as mais elementares regras de bom senso, nos remete para as verdadeiras causas destes conflito: o facciosismo exacerbado.
Estranho que Fernando Nobre, que afirma conhecer a “realidade” vivida nos territórios em causa, mostre um total desconhecimento do que de facto são capazes[*] os “resistentes” do Hamas. Do mesmo Hamas que se recusa determinantemente a dialogar ou em reconhecer a simples existência do Estado de Israel.
Continuar acreditar que nesta conjuntura e com estes intervenientes esta contenda intemporal possa ainda ser resolvido de forma pacífica, acaba por ser só mais uma inexplicável incoerência do dr. Fernando Nobre.