quarta-feira, setembro 10, 2008

Profissionalismo versus amadorismo

O que é um profissional?
O que é um amador?
Talvez o desporto possa servir de guião.

Um desportista amador poderá definir-se como alguém que pratica desporto como actividade secundária, e cuja ambição deverá ser adaptada à sua disponibilidade profissional.
Um desportista profissional é alguém cuja actividade profissional é o desporto, daí que o treino diário, tendo em vista a melhoria da sua eficácia enquanto desportista, seja fundamental.
Qualquer definição é, sempre, demasiado simplista, mas partindo deste pressuposto há sempre uma pergunta que qualquer uma das ramificações deveria saber responder:
- como desportista profissional o que ambiciono atingir?
- como desportista amador o que ambiciono atingir?

É óbvio que tal resposta depende de cada um e do seu nível de ambição.
Observando alguns minutos do jogo de ontem da selecção dos sub-20 (?), pareceu-me estar perante um exemplo perfeito de profissionais cujo nível de ambição (se é que se poderá falar em nível de ambição quando o mesmo não existe) é negativo, contudo e para além disso poderemos extrapolar outro tipo de interrogações:
- que tipo de perfil deverá ter um profissional de futebol de uma selecção? Apenas o clássico marcar golos? E aquele que sabe marcar golos mas cujo entrosamento em equipa é mediano/medíocre?
- que tipo de perfil deverá ter um treinador de futebol de uma selecção? Conceber uma estratégia de ataque desconhecendo as características psicológicas de todos os elementos da sua equipa?
e, consequentemente, que tipo de resultados poderá ambicionar a Federação Portuguesa de Futebol? O clássico resultados, apenas resultados, sem entrosamento com a equipa técnica e jogadores?

Quando vejo profissionais (?) a funcionarem da forma como funcionou a selecção nacional no jogo de ontem retiro as seguintes conclusões:
- falta de entrosamento e ambição entre equipa técnica, jogadores e federação.

Uma noção de profissionalismo que envolva:
- respeito pelos espectadores e pela actividade profissional;
- conhecimento e integração dos objectivos que se pretendem atingir;
- entre outros.

De um ponto de vista geral percebe-se que um dos problemas fundamentais daquela selecção parece ser a falta de diálogo numa perspectiva de responsabilização pela conduta pessoal tendo em vista o sucesso do grupo.

Se extrapolarmos este raciocínio para as restantes actividades percebemos que:
- educação sem diálogo eficaz entre os diversos actores não resulta;
- justiça,... idem...

Obviamente que o diálogo não é algo que se aproxime da inacção. O diálogo pressupõe a acção responsabilizando todos. Diálogo pressupõe espírito crítico e capacidade de saber ouvir os outros. Mas ainda continuamos no domínio do autoritarismo travestido de democracia em que alguns profissionais associam crítica a afronta pessoal.

Assim, enquanto estivermos no reino do faz de conta que somos democráticos não admira que as equipas de futebol, sistemas de ensino, justiça, saúde, etc, funcionem como se os indivíduos que fazem parte do seu funcionamento critiquem tudo o resto desculpabilizando-se e atribuindo as culpas ao outro lado do sistema (a clássica vítima do sistema).

A responsabilidade pelo mau funcionamento de algumas instituições reside afinal na irresponsabilidade individual e, consequentemente, colectiva.

Mas, obviamente, que o discurso em prole da responsabilidade em prole da eficácia de um comportamento profissional não poderá ficar refém de:
- liberdade de expressão irresponsável;
- autoritarismo autista;
- espírito crítico, autonomia e participação como sinónimos de individualização e competição predadora.

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quarta-feira, agosto 20, 2008

Dislates

A participação portuguesa nos jogos olímpicos revestiu-se, até agora, de alguns episódios pitorescos.
Ressalvo as declarações do responsável da delegação portuguesa, revelando, infelizmente, incapacidade para ocupar um cargo de chefia. Chefiar pessoas exige capacidade técnica e capacidade humana. Pressupor que uma equipa adivinha as regras de um dirigente é campo aberto para largos malentendidos, obscurantismo e declarações autoritárias escusadas.
Um chefe não se impõe por declarações mas sim por actos, este é, aliás, um dos grandes problemas da gestão de pessoas.

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segunda-feira, julho 16, 2007

Um recorde do Guiness que já se adivinhava

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