segunda-feira, junho 02, 2008

uma casa portuguesa: ornatos violeta

O mês dos anos 90 terminou sem que eu tivesse tido tempo para falar em Ornatos Violeta - falha grave! O grupo nasceu em 1991 e lançou dois CD's: Cão (1997) e O Monstro Precisa de Amigos (1999), tendo terminado pouco tempo depois.

Só comecei a ouvir falar deles com os clips do segundo CD, que me lembro perfeitamente de ver nos tops da televisão: o Monstro que precisava de amigos era um vídeo familiar cá em casa; todos víamos o Monstro triste, só e abandonado de volta das ruas e das cartas, a presseguir o carteiro...



Só os vi ao vivo uma vez numa Queima passados dois anos, altura em que o grupo já havia (ou não!) terminado. E foi aí que realmente os conheci para lá do cilp do Monstro. Concerto fantástico e fiquei rendida. Entretanto os rumores confirmam-se e o grupo termina. Manel Cruz, Peixe, Nuno Prata, Elísio Donas e Kinorm prosseguem com trabalhos musicais distintos, não obrigatoriamente estanques e desligados, mas Ornatos como entidade musical em si havia chegado ao fim. No entanto, Ornatos, em geral, e Manel Cruz, em particular, tinham já uma legião de fãs, que não desmorona e se mantem fiel e projectos como Pluto e SuperNada são também acarinhados,


Foge Foge Bandido é o mais recente projecto de Manel Cruz que acaba de vir a público. Desta vez a solo, mas recheado de convidados/amigos Manel apresenta mais do que um CD, é uma obra no verdadeiro sentido da palavra: uma construção artística trabalhada sonora, física e emotivamente. O objecto em si é um livro com dois CD's e já está disponível (em edição limitada) fora dos grandes circuitos comerciais. Há também um site oficial onde temos disponíveis algumas músicas, letras, vídeos, com as habituais ilustrações de Manel Cruz. Ainda não tenho o CD, mas parece-me uma obra indispensável e a ser particularmente apreciada pela tal legião de fãs. Há coisas assim: para serem apreciadas...

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