Estou a ouvir a Tuna Académica da Faculdade de Economia do Porto
E o meu coração estudantil salta que nem um adoidado, empanturrado de vivacidade e energia.
Tenho pena de não ter pertencido a uma Tuna Académica, a música sempre fez questão de agasalhar a minha vida.
Algumas pessoas, que também foram estudantes, ofendem-se com o comportamento actual dos seus discípulos, descompondo as suas expressões levemente sérias, um ramalhete gestualmente agradável.
São, normalmente, empregados bancários, funcionários públicos ou trabalhadores aficionados de empresas privadas, umas em "Ascenção" outras em declínio.
Na terça-feira da Queima, murmuram, em pleno desfile, com o tal ar um nadinha sério:
- É uma pouca-vergonha, chegam à baixa todos bêbados, sujos e nada refinados.
- É uma tristeza, e vão ser estas almas o futuro deste país.
- No nosso tempo é que era, nós tínhamos ideologias, lutávamos por um mundo melhor.
- Ó pá, dá aí uma cerveja! (O "pá" faz-lhe um manguito) Já viram a falta de educação deste filho da mãe?
- É pá olha p'rós mamilos daquela rapariga!
Sinceramente, no tempo em que eu era estudante os espectadores mimavam-nos com expressões bastante mais desumanas.
Mas anuem os meus colegas de carteira:
Ah, mas os estudantes comportavam-se de forma muito mais eucarística.
Sim, é verdade, também íamos à missa e pelos mesmos motivos.
Qualquer Tuna me ofende ao ponto de inesperadas lágrimas de jacaré soltarem o seu pesar.
Jamais a vida será tão esfuziante, tresloucada e repleta de ocasiões! - exclamam, mas ligeiramente embezerradas.
Tenho pena de não ter pertencido a uma Tuna Académica, a música sempre fez questão de agasalhar a minha vida.
Algumas pessoas, que também foram estudantes, ofendem-se com o comportamento actual dos seus discípulos, descompondo as suas expressões levemente sérias, um ramalhete gestualmente agradável.
São, normalmente, empregados bancários, funcionários públicos ou trabalhadores aficionados de empresas privadas, umas em "Ascenção" outras em declínio.
Na terça-feira da Queima, murmuram, em pleno desfile, com o tal ar um nadinha sério:
- É uma pouca-vergonha, chegam à baixa todos bêbados, sujos e nada refinados.
- É uma tristeza, e vão ser estas almas o futuro deste país.
- No nosso tempo é que era, nós tínhamos ideologias, lutávamos por um mundo melhor.
- Ó pá, dá aí uma cerveja! (O "pá" faz-lhe um manguito) Já viram a falta de educação deste filho da mãe?
- É pá olha p'rós mamilos daquela rapariga!
Sinceramente, no tempo em que eu era estudante os espectadores mimavam-nos com expressões bastante mais desumanas.
Mas anuem os meus colegas de carteira:
Ah, mas os estudantes comportavam-se de forma muito mais eucarística.
Sim, é verdade, também íamos à missa e pelos mesmos motivos.
Qualquer Tuna me ofende ao ponto de inesperadas lágrimas de jacaré soltarem o seu pesar.
Jamais a vida será tão esfuziante, tresloucada e repleta de ocasiões! - exclamam, mas ligeiramente embezerradas.
Etiquetas: Saudosismo, Tunas

4 Comments:
Não pertenci a uma tuna, mas pertenço desde o meu primeiro ano a um grupo académico: um grupo de folclore! tem música, tem dança e tradição portuguesa - ora digam lá se não tem a minha cara... :)
Os grupos académicos são um excelente espaço de prolongamento e aprofundamento de tudo o que é ser estudante, para além das aulas e dos exames. Sim, porque digam o que disserem os "ofendidos" ser estudante não é só estudar!
NOTA: O meu irmão pertence à TAFEP!!! :)
Então diz ao teu irmão q eu gostei imenso do "Recados". Sim, eu, uma pessoa assaz importante no Universo da crítica musical.
"Recados"... Não será "Retratos"?...
Sim, retratos! (esquizofrenia ortográfica, é uma doença grave)
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