segunda-feira, abril 13, 2009

São Brás de Alportel e as Novas (Velhas) Religiões

Coreto, Estói

Homenagem a um poeta popular, São Brás de Alportel

Palácio de Estói

Enfeites nas ruas, São Brás de Alportel

Igreja Matriz, São Brás de Alportel




Cartaz na Igreja matriz, São Brás de Alportel


Pousada, São Brás de Alportel

São Brás de Alportel é o retrato de certas idiossincrasias.
O novo e o velho convivem, teimosamente, alheios à sociedade do conhecimento e a outras crenças mascaradas de benesses sociais.
A religião tenta recuperar, teimosamente, uma sociedade descrente.
Os novos infiéis insistem na sua recuperabilidade e assistem às festas religiosas, tendo em conta uma certa herança, uma certa tradição, um certo pensamento metafórico "quando eu cá cheguei isto já cá estava", um certo olhar no cantor popular da ocasião.
Os novos infiéis são espectadores atentos de outras religiões.
No canto mais escondido da praceta um outro português assiste à procissão, abanando a cabeça, pensando pela milésima vez no estado do país e naquela gentinha ignorante. Tal português formou-se numa outra igreja, igualmente dada a fidelidades, cujo pilar é o conhecimento, um conhecedor aprofundado de outras tradições, outra língua, outra cultura, um expatriado vivendo na sua própria pátria; uma amalgama especial, habilmente formatada numa nova igreja, apologista de uma passividade conhecida, sonhando com um emprego estatal, pouco dado a ouvir ou quiçá questionar o conhecimento popular, um conhecimento repleto de outro lixo tradicional, ultrapassado, avesso ao progresso e à ciência; tal português ainda acredita, piamente, na validade eterna do conhecimento científico, numa imprensa livre e nos conteúdos fixos noutras eras, mas a continuar a validar o encher/despejar da escola.
Do alto das novas igrejas, os novos bispos falam séria e acertadamente, os seus servos abanam a cabeça repleta de conhecimento inútil com pouco espaço para pensar criticamente, concordando acerrimamente no estado calamitoso de um certo país, na ignorância generalizada, enfim num país que lhes é alheio.
Às digníssimas crónicas dos novos bispos, estrategicamente colocadas nos jornais nacionais e internacionais, alguns atribuem uma classificação algo duvidosa, uma certa tragédia algo cómica.

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1 Comments:

Anonymous Outra Vez...Não! said...

Aí está o novo Blog para quem não quer ver repetida a trapalhada em que Lisboa esteve metida com Santana Lopes:

www.outravezno.blogspot.com

segunda-feira, abril 13, 2009 11:00:00 da tarde  

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