Prognósticos só depois dos jogos [Jornada 2]
No decorrer da presente época futebolística [2008/2009], vou procurar efectuar no GR, todas as semanas, uma análise às principais incidências de cada jornada. Procurarei, naturalmente, centrar as minhas observações nas prestações dos denominados três grandes. Não vou [sequer] procurar ser imparcial nas minhas considerações, quanto mais não seja, porque o meu sportinguismo militante nunca o permitiria.
Começando pela primeira jornada, e como já ouvi por aí dizer [coisa que não contesto], não houve qualquer surpresa: o “Glorioso” empatou a uma bola em Vila do Conde; o Porto obteve uma vitória caseira, por duas bolas a zero, frente ao tradicionalmente complicado Belenenses; e o meu Sporting bateu em Alvalade o recém promovido Trofense por três azero um – com a equipa de arbitragem a inventar uma grande penalidade que deu origem ao único golo da aguerrida, mas débil, equipa forasteira.
No último fim-de-semana, à segunda jornada, tivemos o primeiro Clássico da época. O Benfica recebeu o Porto num jogo emotivo, que terminou empatado a uma bola. O momento mais animado da partida aconteceu quando um adepto benfiquista, vestido “a rigor”, se lembrou de entrar no relvado para “acariciar” a nuca do fiscal de linha mais à mão. Mas o jogo teve outras incidências que merecem ser comentádas: uma evidente agressão de Luisão a Sapunaru nos momentos iniciais da partida que passou despercebida à equipa de arbitragem; um eventual fora-de-jogo não assinalado no lance do penalty que acabou por dar origem ao golo do Fê Quê Pê; uma alegada grande penalidade sobre Di Maria que a equipa de arbitragem não marcou, e bem; e um cartão vermelho directo que ficou por mostrar a Nuno Gomes após entrada violenta sobre o mártir da partida, Sapunaru.
Neste jogo há ainda a destacar a excelente exibição de Cristián Rodríguez, protagonista da transferência mais polémica do defeso. O Cebola, apesar de ter jogado permanentemente sob um imenso coro de assobios, acabou por não acusar a pressão e de fazer jus à sua alcunha – deixando durante o jogo, lavados em lágrimas, milhares de adeptos benfiquistas.
Como melhor jogador em campo nomeio um dos atletas mais mal pagos dos dois clubes, o guarda-redes encarnado Quim. O pior jogador em campo foi o Grego Katsouranis, seguido de muito perto pelo guardião azul e branco, Hélton.
À posteriori, e face à inconsistência evidenciada até à data por esta equipa do Benfica, o resultado que mais teria interessado ao meu Sporting seria a derrota do Fê Quê Pê. Porém, apesar dos campeões nacionais terem mostrado um ligeiro ascendente no jogo, a igualdade a um golo acaba por se aceitar – e muito graças às já famosas invenções do professor Jesualdo. O Porto foi mais uma vez mal orientado, não sendo capaz de materializar em golos o maior ascendente que teve em alguns períodos do jogo, nem soube aproveitar o facto de o Benfica ter ficado reduzido a 10 jogadores após a expulsão de Katsouranis.
O Sporting, depois de uma descaracterizada exibição em Madrid, foi a Braga obter uma vitória difícil, com um golo marcado por um jogador que não tinha lugar no Porto. Foi uma vitória inteiramente merecida, onde marcou cedo e soube gerir com inteligência o precioso resultado até ao final da partida. Teve possibilidade de ampliar o resultado, mas a derrota do Braga por mais de um golo também acabaria por não espelhar a verdade do jogo.
Começando pela primeira jornada, e como já ouvi por aí dizer [coisa que não contesto], não houve qualquer surpresa: o “Glorioso” empatou a uma bola em Vila do Conde; o Porto obteve uma vitória caseira, por duas bolas a zero, frente ao tradicionalmente complicado Belenenses; e o meu Sporting bateu em Alvalade o recém promovido Trofense por três a
No último fim-de-semana, à segunda jornada, tivemos o primeiro Clássico da época. O Benfica recebeu o Porto num jogo emotivo, que terminou empatado a uma bola. O momento mais animado da partida aconteceu quando um adepto benfiquista, vestido “a rigor”, se lembrou de entrar no relvado para “acariciar” a nuca do fiscal de linha mais à mão. Mas o jogo teve outras incidências que merecem ser comentádas: uma evidente agressão de Luisão a Sapunaru nos momentos iniciais da partida que passou despercebida à equipa de arbitragem; um eventual fora-de-jogo não assinalado no lance do penalty que acabou por dar origem ao golo do Fê Quê Pê; uma alegada grande penalidade sobre Di Maria que a equipa de arbitragem não marcou, e bem; e um cartão vermelho directo que ficou por mostrar a Nuno Gomes após entrada violenta sobre o mártir da partida, Sapunaru.
Neste jogo há ainda a destacar a excelente exibição de Cristián Rodríguez, protagonista da transferência mais polémica do defeso. O Cebola, apesar de ter jogado permanentemente sob um imenso coro de assobios, acabou por não acusar a pressão e de fazer jus à sua alcunha – deixando durante o jogo, lavados em lágrimas, milhares de adeptos benfiquistas.
Como melhor jogador em campo nomeio um dos atletas mais mal pagos dos dois clubes, o guarda-redes encarnado Quim. O pior jogador em campo foi o Grego Katsouranis, seguido de muito perto pelo guardião azul e branco, Hélton.
À posteriori, e face à inconsistência evidenciada até à data por esta equipa do Benfica, o resultado que mais teria interessado ao meu Sporting seria a derrota do Fê Quê Pê. Porém, apesar dos campeões nacionais terem mostrado um ligeiro ascendente no jogo, a igualdade a um golo acaba por se aceitar – e muito graças às já famosas invenções do professor Jesualdo. O Porto foi mais uma vez mal orientado, não sendo capaz de materializar em golos o maior ascendente que teve em alguns períodos do jogo, nem soube aproveitar o facto de o Benfica ter ficado reduzido a 10 jogadores após a expulsão de Katsouranis.
O Sporting, depois de uma descaracterizada exibição em Madrid, foi a Braga obter uma vitória difícil, com um golo marcado por um jogador que não tinha lugar no Porto. Foi uma vitória inteiramente merecida, onde marcou cedo e soube gerir com inteligência o precioso resultado até ao final da partida. Teve possibilidade de ampliar o resultado, mas a derrota do Braga por mais de um golo também acabaria por não espelhar a verdade do jogo.
Apesar de não possuir [como outros] nos seus quadros os melhores preparadores físicos do Mundo, gostei bastante da condição física evidenciada pelos jogadores verde e brancos nesta altura da época.
Como melhor jogador em campo elejo o sportinguista Abel, que fez uma exibição surpreendentemente [confesso] espantosa. Quanto ao pior jogador no relvado não tenho qualquer dúvida em apontar o arsenalista João Pereira. Aquela entrada maldosa [e perigosa] sobre o Moutinho fez-me de imediato recordar um já famoso derby onde este mesmo jogador [que à época envergava o camisola do Benfica] simulou uma agressão inexistente que iludiu o árbitro e que levou à expulsão do sportinguista Hugo Viana.
Estamos somente na segunda jornada, ainda muita água vai correr por debaixo da ponte. Mas a inequívoca vitória na Supertaça; dois jogos no campeonato e seis pontos – com quatro de avanço sobre o Ésse Éle Bê e dois sobre o Fê Quê Pê –, não me parecem nada mau para uma equipa que tem um orçamento incomensuravelmente inferior aos seus principais rivais.
Outra das excelentes notícias da semana foi a efectivação da esperada transferência de Quaresma para o Inter. Confesso que me custou ver este jogador criado em Alvalade, vestido com as cores do Fê Quê Pê nas últimas épocas. Julgo que o próprio jogador, naturalmente, também nunca se sentiu confortável com a camisola de azul e branca. Apesar de ter sido um jogador determinante em muitas vitórias do Porto, acaba por sair do clube, aparentemente, mal-amado pelos adeptos, pela estrutura técnica e até pelos dirigentes. O que me parece é que o desempenho pouco conseguido pelo Porto neste início de época tem muito a ver com a “exclusão” de Quaresma da equipa principal.
Para terminar, e como este texto já vai longo, resta-me fazer uma breve referência à sorte dos três grandes nas competições europeias. Na Liga dos Campeões, o Porto e o Sporting acabaram por ter bastante sorte no sorteio. Não são grupos fáceis [não há jogos fáceis na Champions], mas tendo em conta as equipas que podiam ter saído na rifa, os dois clubes não se podem queixar. Já na Taça UEFA, o Benfica acabou por ter bastante azar logo na primeira ronda da competição. É verdade que não se trata da Nápoles de Maradona, mas as nossas equipas têm tradicionalmente bastantes dificuldades no confronto com as formações italianas. Temo que o Benfica tenha de adiar para o próximo ano as tais transmissões em exclusivo dos jogos da Taça UEFA no novo canal televisivo por cabo do clube.
Como melhor jogador em campo elejo o sportinguista Abel, que fez uma exibição surpreendentemente [confesso] espantosa. Quanto ao pior jogador no relvado não tenho qualquer dúvida em apontar o arsenalista João Pereira. Aquela entrada maldosa [e perigosa] sobre o Moutinho fez-me de imediato recordar um já famoso derby onde este mesmo jogador [que à época envergava o camisola do Benfica] simulou uma agressão inexistente que iludiu o árbitro e que levou à expulsão do sportinguista Hugo Viana.
Estamos somente na segunda jornada, ainda muita água vai correr por debaixo da ponte. Mas a inequívoca vitória na Supertaça; dois jogos no campeonato e seis pontos – com quatro de avanço sobre o Ésse Éle Bê e dois sobre o Fê Quê Pê –, não me parecem nada mau para uma equipa que tem um orçamento incomensuravelmente inferior aos seus principais rivais.
Outra das excelentes notícias da semana foi a efectivação da esperada transferência de Quaresma para o Inter. Confesso que me custou ver este jogador criado em Alvalade, vestido com as cores do Fê Quê Pê nas últimas épocas. Julgo que o próprio jogador, naturalmente, também nunca se sentiu confortável com a camisola de azul e branca. Apesar de ter sido um jogador determinante em muitas vitórias do Porto, acaba por sair do clube, aparentemente, mal-amado pelos adeptos, pela estrutura técnica e até pelos dirigentes. O que me parece é que o desempenho pouco conseguido pelo Porto neste início de época tem muito a ver com a “exclusão” de Quaresma da equipa principal.
Para terminar, e como este texto já vai longo, resta-me fazer uma breve referência à sorte dos três grandes nas competições europeias. Na Liga dos Campeões, o Porto e o Sporting acabaram por ter bastante sorte no sorteio. Não são grupos fáceis [não há jogos fáceis na Champions], mas tendo em conta as equipas que podiam ter saído na rifa, os dois clubes não se podem queixar. Já na Taça UEFA, o Benfica acabou por ter bastante azar logo na primeira ronda da competição. É verdade que não se trata da Nápoles de Maradona, mas as nossas equipas têm tradicionalmente bastantes dificuldades no confronto com as formações italianas. Temo que o Benfica tenha de adiar para o próximo ano as tais transmissões em exclusivo dos jogos da Taça UEFA no novo canal televisivo por cabo do clube.
Etiquetas: Champions League, Futebolês, Liga Sagres, Prognósticos só depois dos jogos, UEFA

6 Comments:
Em relação à jornada recente, acho que o Porto perdeu uma boa oportunidade de vencer os encarnados, enquanto que o Sporting efectuou um optimo jogo frente ao Braga.
Em relação ao principal favorito para vencer a Liga, direi que o Porto será de novo o campeão.
Um grande abraço
O Sporing venceu o Trofense por 3 (três)- 1 (um)
E chegou, claro!
SPORTING, qual Sporing...!
Sorry.
Desvendaste o comentador desportivo que há em ti. O Marcelo Rebelo de Sousa também tem esse sonho.
Eu, mal por mal, prefiro o comentário político. Em ambos.
Carlota,
Já tinha descoberto dentro de mim a existência de um comentador pouco desportivo, mas só ontem tive a “ideia” de explorar essa minha faceta oculta. Vai ser uma seca para muita gente, mas se as coisas correrem de feição ao meu Sporting, vai ser um gozo completo para mim. Como és uma pessoa inteligente, sensível e ponderada, o meu conselho é que ignores estes meus posts semanais. ;)
Bolonhado,
Obrigado pela lembrança. Já procedi à correcção.
Abraço
Caro A.J.Faria,
Concordo que o Porto é o principal favorito, mas a esperança é verde. :)
Abraço
No sorteio das provas da UEFA, nem o Sportém, nem o FCP, nem o Nápoles se podem queixar.
E nestas ocasiões, esqueçam-se os clubismos e todos a apoiar o Nápoles.
PS: Os tipos em Nápoles já limparam o lixo que para lá havia? É que agora com os lampiões por lá, a coisa arrisca-se a piorar.
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