A monarquia e o povo
Já o disse anteriormente sou uma simpatizante confessa da democracia. A monarquia não me diz absolutamente nada. Apesar de não defender a eliminação física como forma de reconversão histórica.
Esta mensagem é em louvor, portanto, da democracia e da existência de um governo legitimado pelos habitantes de um país.
Considero, bastante ridículo, pressupor-se que alguém é apto para governar porque pertence a determinada família, apesar de compreender que essa aptidão lhe vem, principalmente, do treino e da educação a que será submetido ao longo da sua infância e da adolescência.
O herdeiro de um trono é alguém que possui determinado tipo de sangue - normalmente o mais raro e mais incompatível, daí a sua preferida também ser possuidora de uma certa consanguinidade, enfim, o tipo de sangue é fundamentalmente importante para a preservação da raridade sanguínea -, determinado tipo de educação - "algumas" normas de etiqueta, apesar do berço made in primus inter pares -, determinado tipo de actuação - como fingir que se governa um país ingovernável, por exemplo-, e, acima de tudo, determinado tipo de diplomacia - como receber os outros, em sua casa, e demonstrar ao mundo que não se deseja: ser como, conspirar contra, economizar em geral, politizar sobre os pares, politizar em si e "desrelacionar-se" com -.
Sinceramente, penso que esta forma profissional de olhar para a governação é bastante enriquecedora. A família investe num indivíduo e ele devolve capacidade de governo. É claro que o varão não poderá dizer: não quero governar! A liberdade individual é um tanto limitada, mas, existe maior liberdade do que nascer para motivar os outros, ainda por cima para executar?
Apesar deste cenário ser enternecedor, eu, que não tenho determinado tipo de sangue, jamais poderia ascender a uma tal educação e é apenas um motivo educativo que me leva a menosprezar a monarquia. Prefiro defender uma opção governativa que me inclua nos possivelmente "educáveis", daí, também ser, por razões puramente democráticas, defensora da "educação" ao longo da vida.
E são estas as razões que me levam a defender Menezes contra Marques Mendes. É que do lado do segundo vejo, em bicos de pés, "nobres" demasiado ansiosos para "educar", mas apenas os seus varões.
Esta mensagem é em louvor, portanto, da democracia e da existência de um governo legitimado pelos habitantes de um país.
Considero, bastante ridículo, pressupor-se que alguém é apto para governar porque pertence a determinada família, apesar de compreender que essa aptidão lhe vem, principalmente, do treino e da educação a que será submetido ao longo da sua infância e da adolescência.
O herdeiro de um trono é alguém que possui determinado tipo de sangue - normalmente o mais raro e mais incompatível, daí a sua preferida também ser possuidora de uma certa consanguinidade, enfim, o tipo de sangue é fundamentalmente importante para a preservação da raridade sanguínea -, determinado tipo de educação - "algumas" normas de etiqueta, apesar do berço made in primus inter pares -, determinado tipo de actuação - como fingir que se governa um país ingovernável, por exemplo-, e, acima de tudo, determinado tipo de diplomacia - como receber os outros, em sua casa, e demonstrar ao mundo que não se deseja: ser como, conspirar contra, economizar em geral, politizar sobre os pares, politizar em si e "desrelacionar-se" com -.
Sinceramente, penso que esta forma profissional de olhar para a governação é bastante enriquecedora. A família investe num indivíduo e ele devolve capacidade de governo. É claro que o varão não poderá dizer: não quero governar! A liberdade individual é um tanto limitada, mas, existe maior liberdade do que nascer para motivar os outros, ainda por cima para executar?
Apesar deste cenário ser enternecedor, eu, que não tenho determinado tipo de sangue, jamais poderia ascender a uma tal educação e é apenas um motivo educativo que me leva a menosprezar a monarquia. Prefiro defender uma opção governativa que me inclua nos possivelmente "educáveis", daí, também ser, por razões puramente democráticas, defensora da "educação" ao longo da vida.
E são estas as razões que me levam a defender Menezes contra Marques Mendes. É que do lado do segundo vejo, em bicos de pés, "nobres" demasiado ansiosos para "educar", mas apenas os seus varões.
Etiquetas: Luís Filipe Menezes, Marques Mendes, Monarquia, Povo

3 Comments:
«E são estas as razões que me levam a defender Menezes contra Marques Mendes. É que do lado do segundo vejo, em bicos de pés, "nobres" demasiado ansiosos para "educar", mas apenas os seus varões.»
Acho que o paternalismo é de facto uma coisa muito feia. E Deus me livre de ver, uma pessoa que eu considero inteligente, assumir uma opinião que aos meus olhos é simplista e dar por mim a manifestar essa dicordância.
Já me estou aqui a penitenciar à chicotada pelo meu paternalismo.
(Piada intelectual da noite: se eu precisar de uma mãozinha maternal para me ajudar com o chicote posso contar contigo?)
A monarquia tem algumas coisas boas, entre elas, destaca-se, a meu ver, uma.
É uma óptima atracção turística.
Caro Luís,
A simplicidade, aliada à inteligência, é uma das marcas distintivas do meu carácter.
Recepcionista,
ah, pois, o render da guarda! tem razão.
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