Cinco Livros para Férias
Na sexta-feira passada andei à procura do último(?) de Felícia Cabrita e não o encontrei, mas também entre ovos e fiambre, óculos, pratos (porque raio se partem tantos pratos cá em casa?) e o Sempre da Lena d'Água, foi uma correria contra o tempo.
Ficaram os Amores de Salazar, chegaram a casa "Criadores" de Paul Johnson, ainda não li o best seller "Intelectuais", mas fiquei curiosa depois de, no primeiro capítulo, o autor escrever o seguinte:
"Em 1988, publiquei um livro chamado "Intelectuais". Analisava o género e apresentava ensaios sobre uma dúzia de exemplos. Era um livro crítico cujo tema unificador se baseava na discrepância ente os ideais professados pelos intelectuais e o seu verdadeiro comportamento na vida pública e privada. Defini como intelectual alguém que acredita que as ideias são mais importantes do que as pessoas. O livro foi bem recebido e traduzido numa variedade de idiomas. Alguns críticos, porém, consideraram-no mal-intencionado, concentrando-se no lado mais sombrio de indivíduos inteligentes e talentosos. Por que é que eu não focava mais os aspectos criativos e heróicos da elite? Aí reside a génese desta obra, Criadores, que trata de homens e mulheres de notável originalidade. Se não morrer entretanto, espero completar a trilogia com Heróis, um livro sobre as pessoas que enriqueceram a história com carreiras ou actos de evidente coragem e liderança."
O que me leva a comprar um livro?
Uma crítica, a admiração por um determinado escritor, um título.
"Criadores", por exemplo, foi pelo título. Estudos e análises sobre criatividade são um tema simpático.
Mas sou uma compradora compulsiva de livros e cd's e para isso gostaria de retirar 5% do que ganho mensalmente, mas como a minha profissão é deveras oscilante, no que diz respeito a verbas mensais, não poderei fazer esse tipo de raciocínio matemático, tão atraente, mas incompatível com alguns meses verdadeiramente sóbrios.
Entusiasmo-me deveras com o cheiro a novo das folhas, não suporto o cheiro dos livros antigos; e pratico o zapping (?) na audição de cd's (FNAC) e no examinar compulsivo de palavras, através de livros (na Bertrand, a do Dolce Vita).
Cinco livros para férias:
- Criadores de Paul Johnson
- A Guerra do Mundo de Niall Ferguson
- Como Tornar-se Doente Mental de J.L. Pio de Abreu
- As Pessoas Felizes de Agustina Bessa-Luís
- Um Escritor Confessa-se de Aquilino Ribeiro
Etiquetas: livros

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