segunda-feira, julho 16, 2007

Ó homem, não me avise!

Prognósticos,
16 de Julho de 2008

Obrigadíssima por mais este cabelo branco, a gente tem de saber obsequiar estas coisas;
também por mais esta inconsciencialização de uma certa governabilidade de Lisboa, afinal eram tudo manhas, não há nada orçamentos nos buracos;
fantástico o novo iPod, adivinha mesmo os estilos musicais dos morgados, ah, já agora e quem não tem estilo?;
Cristiano, os cronistas do reino vão continuar a massacrar-te com a letra de culto: como é que um bicho doméstico pode ganhar tantos milhões? Rapaz, continua a alindar os estádios com as tuas fintas e a provar-lhes que tens mais inteligência com um pé na bola do que eles com uma mão no livro;
o chinês é esforçado e trabalha, trabalha, trabalha, mas jogar à bola também exige "perfunctoriamente"* um bocadinho de talento;
tão a ver como o advogado não nos custou nem um tostão? a ribeirinha monárquica 'tá um mimo;
afinal a cimeira UE-Brasil sempre deu fruto, os hipermercados estão sobrecarregados de manga e papaia, o preço continua, no entanto, um tanto despótico;
acabou de sair o novo capitão Jack Sparrow, o morto-vivo Bloom permanece liberal;
Shakespeare editou um novo livro de viagens;
o Uncle Joe referiu pela milésima vez qu'o Costa é com'ó vinho da Madeira;
o nosso primeiro continua "apondo afirmações de carácter liberal às acusações de autoritarismo"*;
a estratosfera agora é moda;
Telmo Correia brilhou na cimeira dos desalinhados com a comunicação: a "tropa nega-se a sair enquanto o socialismo andar à solta";
Marques Mendes "enfarinhou-se de democracia até aos cabelos"*;
Louçã percebeu a inconveniência da peça de teatro «uma noite de despotismo»;
Cachapa voltou a desalinhar no conto de Verão do Expresso, com o título: «a moca das rusgas»*;
as comemorações do dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas foram uma cerimónia viva, dinâmica e repleta de gente sorridente;
acabaram-se os incêndios, os bombeiros voluntários decentemente formados, na hora, aperceberam-se da "perlipatetice"* da conversação profissional;
Aquilino Ribeiro foi o escritor do ano nas comemorações do dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, finalmente o Presidente da República meteu no bolso todos os desassossegados do reino;

*RIBEIRO, Aquilino, Um Escritor Confessa-se, Amadora, ed. Bertrand, p.407

"Quem procuram vossemecês? Um sujeito que era daqui...? Para quê? Ah! Fugiu? Nunca as pernas lhe doam! E vossemecês ponham-se ao fresco que as pedras aqui levam sobrescrito que nunca erra a porta..."*

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