quinta-feira, março 25, 2010

O leilão de clichés

Eu pago-lhe é para fazer e não para pensar!
Talvez tenha razão, mas quem manda aqui sou eu!
Não vá o sapateiro além da chinela!

Na prática, as coisas são um pouco diferentes!
Tudo isso já foi tentado e não deu resultado!
Ainda não estamos em condições de ir por aí!
Lá vens tu com as tuas idiotices!
Já estava mesmo à espera dessa!
Vê lá se controlas a tua imaginação!
Não te metas onde não és chamado!
Cresce e aparece!
Aqui és o último a falar e quando chegar a tua vez calas-te!
O que ele quer é dar nas vistas!
Coitado! Ainda está muito verde!
Não passa de um ingénuo!
Aqui não há lugar para ovelhas ranhosas!
Quem não é por nós, é contra nós!
Estás aqui não tardas com um par de patins!
Coitado! Pensa que vai endireitar o mundo!
Continua a ser o mesmo lírico de sempre!
Não tem os pés assentes na terra!

Referências:
Ferreira, Paulo da Trindade (1994). Reinventar a criatividade. Lisboa: Presença, pp.94-95.
"O vendedor de clichés para velórios", Gato Fedorento

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