quarta-feira, março 18, 2009

O início do fim

Três pequenas notícias/acontecimentos surgidas nos últimos dias, levam-me a concluir que se a crise no seu todo ainda não passou, pelo menos atingiu o fundo e agora vai começar a estabilizar. Primeiro: o aumento de 22% da construção de casas novas nos EUA, em Fevereiro, num valor global de meio milhão de novos edifícios iniciados é um excelente indicador para o sector que deu o tiro de partida para a imemorável crise que atravessamos.
Um outro sector muito responsável por esta miséria, o financeiro, também veio a terreiro dizer que os principais bancos mundiais, Citigroup, Bank of America, Deutsch Bank e alguns outros de semelhante porte, estão a registar lucros nos dois primeiros meses do ano, depois das perdas de triliões e das intervenções estatais para «estabilizar» os balanços, vêem finalmente uma ainda ténue luz ao fundo do túnel.
Por fim, o indicador moral: a crispação com que Obama exigiu o retorno dos milionários prémios entregues aos administradores responsáveis pela «falência técnica» da AIG faz-nos pensar que a impunidade na alta finança começa a ter os seus dias contados ou pelo menos é vigiada ao mais alto nível.
E depois de dois anos de más notícias, de autênticos atentados ao valor das empresas, por aqueles administradores que tinham por dever defender e criar esse valor, nada melhor que três ténues (só abarcam dois meses) mas importantes (são indicadores relativos aos sectores que criaram e espalharam a crise) sinais que a intensidade da crise vai começar a diminuir. Pelo menos nos EUA.

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