quinta-feira, março 12, 2009

O imenso outdoor

Os consumidores não podem ficar pendurados mais de 60 segundos num call center, e durante o período de espera não podem ser massacrados com publicidade; os consumidores deixam de pagar comissões sobre a transferência de um PPR, excepto nos casos em que o PPR tivesse capital garantido (a comissão máxima é de 0.5% do capital); o Governo limitou as taxas de juros máxima para os contratos de crédito ao consumo e impôs a redução de comissões para a amortização antecipada dos créditos.
Todas estas notícias têm um lado bom e um menos bom. A parte boa da estória é o conteúdo dela: são medidas de bom senso, que só pecam por tardias, devido aos abusos que as empresas por vezes impõem aos consumidores. A parte má é a forma: o Governo, mais uma vez, esperou pelas comemorações do dia da defesa do consumidor para anunciá-las. Não resistiu à tentação de fazer mais um número de propaganda. Ou seja, fez uso de um expediente que veta - e bem - aos privados, a publicidade agressiva, para informá-los das medidas tomadas. Este Governo parece-se cada vez mais com uma agência de publicidade.

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