quinta-feira, setembro 04, 2008

Uma questão de Vistos


Luís Castro, enviado da RTP a Angola: «Pelo que vi, meus amigos, Angola prepara-se para calar muitas vozes que continuam a olhar para este país com a mesma atitude de há cinco ou dez anos.» [ler mais aqui]

Vítor Bandarra, enviado da TVI a Angola: «Durante o comício de encerramento, José Eduardo dos Santos, deixou uma ameaça no ar, o presidente de Angola garante que muita coisa vai mudar no novo Governo.» [ouvir mais aqui]

Nota da Direcção do jornal Público [sem enviado a Angola]: «Nenhuma explicação foi dada por via oficial, mas todos em Angola sabem porque ocorreu esta discriminação: os senhores que mandam no país não toleram a comunicação social livre e independente e não perdoam aos jornalistas ou órgãos de informação que, em algum momento, noticiaram escândalos, reportaram abusos ou se manifestaram, em textos de opinião, contra o regime. E retaliam em conformidade.» [ler mais aqui]

Comunicado da SIC [sem enviado a Angola]: «A proibição, que se estende a todos os órgãos do grupo Impresa, revela que o governo de Angola ainda não convive de uma forma saudável com a liberdade de imprensa e patrocina decisões que põem em causa a credibilidade do próprio acto eleitoral.» [ler mais aqui]

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2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Bem Visto! ;)

sexta-feira, setembro 05, 2008 4:13:00 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

Em directo de Angola:

1. Dizer que Angola não tolera meios de informação livres e independentes, é o mesmo que dizer que todos os orgâos que aqui estão a fazer a co0bertura não são independentes. Essa é a primeira asneira de quem se julga o unico arauto da independencia e verdade. A questão dos vistos não foi positiva, mas aí culpem também a nossa diplomacia e o nosso PM que ainda há dias garantia na televisão que iriam ter vistos. Neste particular continuo hoje, após alguns anos em Luanda, que a nossa diplomacia tem muit que aprender. Não me cosntou problemas de vistos com espanhois, franceses, americanos, chineses, etc. Mas claro, esses são dependentes e enviesados. Os únicos independentes são alguns portugueses.
2 - Em relação às declarações da observadora da ONU, esta voltou a falar, um pouco mais tarde, a dizer que desastre foi a organização e a logistica na abertura de algumas assembleias de voto em Luanda. ISto é, ressalvou que o processo eleitoral decorreu de forma normal e acima de tudo cívica. Nenhuma oposição “incendiou” e limitoiu-se a apresnetar as suas reclamações.~As pessoas votaram com respeito e com muito poucos incidentes. Portugal tem eleições quse todos os anos. Angola vive hoje as 2ªs eleições. Creio que o saldo é positivo.
3 - Estou em Luanda, e hoje, no dia da contagem de votos, que atribuem cerca de 80% ao MPLA, vejo Luanda tranquila, igual a qualquer outro domingo de Luanda: a acordar um pouco mais tarde, tranquilo e sem transito. OS festejos ainda não começaram. Quem não está aqui, quem não pode ir à janela e dar uma volta de carro pela cidade para sentir o pulso, pode imaginar outro cenário, sobretudo se algum tipo de sugestão ou de interpretação precipitada de qualquer comentário poderá suscitar na imaginação das pessoas. Acho que a observadora não mediu bem as suas palavras.
4 - Sinceramente, seria dificil até ao momento que as coisas corressem melhor. Parabéns aos Angolanos. MAs claro, como estou cá a minha posição também deve ser enviesada e pouco independente.

Em vez de nos preocuparmos tanto em encontrar sinais de algo estranho, quando existem entidades que cá estão exactamente para esse efeito (observadores e especialistas), deveriamos congratular-nos com o que está a acontecer, até porque temos uma comunidade enorme portuguesa cá, e só temos a ganhar enquanto país se tudo correr bem por cá. PReocupemo-nos sim com o que se passa em Lisboa, em que todos os dias nos dão belos sapos para comer, e nós engolimos aquilo como se fossem apetitosos pasteis de nada.Ainda por cima não temos observadores independentes para mostrarem essa realidade.

domingo, setembro 07, 2008 12:37:00 p.m.  

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