Tintim à volta do mundo
Há tentativas funestas de ressentidos. E na crítica das nossas Universidade tal corrente pretende revestir de originalidade pensamentos cuja contemporaneidade esvazia a mitologia utilizando como recurso argumentos falaciosos.[tentativa alegrete de escrever à Saramago]
Estamos a falar de lugares À Volta do Mundo.
Que tem isto a ver?
A Bélgica (visitei as Ardennes, Bruxelas e Bruges) é o retrato perfeito do êxito do politicamente correcto.
Tenho um amigo, por lá residente, que diz: a Bélgica deve ser o único país do mundo em que tu poderás ir preso se abrires uma rádio franco-neerlandesa.
O espartilho linguístico, ao que parece, é alimentado pela política activa, cuja principal função é dividir para reinar, tudo bem revestido a celofane refinado.
Imaginem o funcionalismo público português a dividir por dois, num país ainda mais pequeno e ainda mais sombrio.
Os belgas que eu conheci são tristes, cinzentos, fechados dentro dos seus domínios, pouco tolerantes, uns com os outros, e com um sentido de humor muito especial (lembram-se do apresentador de TV que gracejou com Sarkozy?).
A Bélgica tem lugares belíssimos: A Grand Place é toda ela monumental e um espaço onde apetece estar durante largas horas e voltar, pois respira-se beleza arquitectónica por todos os poros. Adoro praças e esta é memorável. Por ali perto a rua dos restaurantes, pubs, e o meu clube de jazz preferido. Assisti a espectáculos extremamente ritmados e intimistas, aquele pianista belga, não me lembro do nome, é fantástico.
Jacques Brel pertence à cidade, tal como o museu da música, a rua com o seu nome é, no entanto, bastante modesta, ali em frente ao centro comercial de Woluwé Saint Lambert, e do outro lado, uma oficina de carros encimada por uma loja de carros antigos, que ardeu naquela altura.
Em Bruxelas, na altura, havia pouquíssimos centros comerciais e o comércio encerrava ao domingo.
Os funcionários públicos são exactamente iguais aos nossos, com as mesmas virtudes, especialmente.
Lembro-me da Arte Nova, das casas da Square Marguerite, da avenida dos costureiros, do bairro dos portugueses, do pastel de nata e da bifana no prato, do Atomium, das moules e das ostras (que delícia), das mercearias portuguesas, dos restaurantes portugueses, dos restaurantes não fumadores e não crianças. Tudo revelador.
Da aversão, dos nativos, aos funcionários europeus.
E da quantidade de psiquiatras, psicólogos, que alimentam depressões.
Relembro a quantidade alarmante de carros nórdicos (SAABS, Volvos) e alemães (BMW, Mercedes) e uns tantos esquisitos a lembrar os táxis londrinos.
Mas de tudo o que visitei ficará para sempre na minha memória o Museu de Banda Desenhada. Adorei revisitar o Universo de Tintim.
Hergé e as histórias do Capitão e do jornalista belga, são a minha banda desenhada preferida, pois contemplam o género aventura a todo o custo, o que eu mais aprecio na BD (Hello, Corto!).
Ei, mas que raio de texto é este?
Ressentidos?
À Volta do Mundo?
Vamos lá a ver se os ressentidos chegam ao texto.
Ao que parece saiu uma publicação qualquer Universitária cujo tema é qualquer coisa à volta do mundo másculo de Hergé. Peço desculpa, mas estudos deste género dão-me vontade de desenvolver a minha veia populista. Dão-me vontade, mas resisto.
A arte em geral será sempre sujeita a ataques deste género.
Os ressentidos jamais perceberão que a arte poderá não contemplar a igualdade entre géneros.
Enclausurar um autor em abordagens de género é, apenas, abrir a porta a uma leitura sociológica da literatura. A literatura retrata a vida e a vida, por muito que os sociólogos pretendam o contrário, não contempla, na maior parte das vezes, o socialmente correcto.
Notas:
As fotos são da responsabilidade de uma certa Sony. O seu mau feitio, nestas fotos, é deveras evidente.
Este texto correu à velocidade TGV, o tempo estava sempre a chateá-lo.
Dislexia assumida, mas não medicada, no que diz respeito à nomenclatura.
Que tem isto a ver?
A Bélgica (visitei as Ardennes, Bruxelas e Bruges) é o retrato perfeito do êxito do politicamente correcto.
Tenho um amigo, por lá residente, que diz: a Bélgica deve ser o único país do mundo em que tu poderás ir preso se abrires uma rádio franco-neerlandesa.
O espartilho linguístico, ao que parece, é alimentado pela política activa, cuja principal função é dividir para reinar, tudo bem revestido a celofane refinado.
Imaginem o funcionalismo público português a dividir por dois, num país ainda mais pequeno e ainda mais sombrio.
Os belgas que eu conheci são tristes, cinzentos, fechados dentro dos seus domínios, pouco tolerantes, uns com os outros, e com um sentido de humor muito especial (lembram-se do apresentador de TV que gracejou com Sarkozy?).
A Bélgica tem lugares belíssimos: A Grand Place é toda ela monumental e um espaço onde apetece estar durante largas horas e voltar, pois respira-se beleza arquitectónica por todos os poros. Adoro praças e esta é memorável. Por ali perto a rua dos restaurantes, pubs, e o meu clube de jazz preferido. Assisti a espectáculos extremamente ritmados e intimistas, aquele pianista belga, não me lembro do nome, é fantástico.

Jacques Brel pertence à cidade, tal como o museu da música, a rua com o seu nome é, no entanto, bastante modesta, ali em frente ao centro comercial de Woluwé Saint Lambert, e do outro lado, uma oficina de carros encimada por uma loja de carros antigos, que ardeu naquela altura.
Em Bruxelas, na altura, havia pouquíssimos centros comerciais e o comércio encerrava ao domingo.
Os funcionários públicos são exactamente iguais aos nossos, com as mesmas virtudes, especialmente.
Lembro-me da Arte Nova, das casas da Square Marguerite, da avenida dos costureiros, do bairro dos portugueses, do pastel de nata e da bifana no prato, do Atomium, das moules e das ostras (que delícia), das mercearias portuguesas, dos restaurantes portugueses, dos restaurantes não fumadores e não crianças. Tudo revelador.
Da aversão, dos nativos, aos funcionários europeus.
E da quantidade de psiquiatras, psicólogos, que alimentam depressões.
Relembro a quantidade alarmante de carros nórdicos (SAABS, Volvos) e alemães (BMW, Mercedes) e uns tantos esquisitos a lembrar os táxis londrinos.
Mas de tudo o que visitei ficará para sempre na minha memória o Museu de Banda Desenhada. Adorei revisitar o Universo de Tintim.Hergé e as histórias do Capitão e do jornalista belga, são a minha banda desenhada preferida, pois contemplam o género aventura a todo o custo, o que eu mais aprecio na BD (Hello, Corto!).
Ei, mas que raio de texto é este?
Ressentidos?
À Volta do Mundo?
Vamos lá a ver se os ressentidos chegam ao texto.
Ao que parece saiu uma publicação qualquer Universitária cujo tema é qualquer coisa à volta do mundo másculo de Hergé. Peço desculpa, mas estudos deste género dão-me vontade de desenvolver a minha veia populista. Dão-me vontade, mas resisto.
A arte em geral será sempre sujeita a ataques deste género.
Os ressentidos jamais perceberão que a arte poderá não contemplar a igualdade entre géneros.
Enclausurar um autor em abordagens de género é, apenas, abrir a porta a uma leitura sociológica da literatura. A literatura retrata a vida e a vida, por muito que os sociólogos pretendam o contrário, não contempla, na maior parte das vezes, o socialmente correcto.
Notas:
As fotos são da responsabilidade de uma certa Sony. O seu mau feitio, nestas fotos, é deveras evidente.
Este texto correu à velocidade TGV, o tempo estava sempre a chateá-lo.
Dislexia assumida, mas não medicada, no que diz respeito à nomenclatura.
Etiquetas: À volta do Mundo, Bélgica, Bruxelas, Tintim

3 Comments:
Nancy
Olha que é obra, falar da Bélgica e não mencionar, nem uma vez, as batatas fritas!
lol
Beijos
As batatas fritas não ficaram no meu imaginário, não estive aí tempo suficiente para.
Acho q farias do tema um excelente post.
Por acaso, estive no sábado passado no museu da BD. Não para o visitar (já lá fui antes), mas para ir buscar o meu piqueno a uma festa de anos de um amiguinho da escola.
E tu, Nancy, podes não ter estado por cá tempo suficiente para as frites, mas pela amostra parece-me que aproveitaste bem o tempo que estiveste! :)
Enviar um comentário
Voltar à Página Inicial