Agenda: Entrevista com José Sócrates na RTP1
José Sócrates entra na segunda metade do seu mandato demasiado nervoso. E, do meu ponto de vista, o primeiro-ministro parece ter de facto muitas razões para andar preocupado.
Já passaram dois anos e o executivo continua a mostrar-se incapaz de encontrar uma solução para o flagelo do desemprego; e o país continua a apresentar um modesto crescimento económico, cujos resultados práticos teimam em continuar imperceptíveis à esmagadora maioria da população.
Ainda que [pelo menos aparentemente] muitos portugueses insistam em continuar a demonstrar alguma compreensão pelo sistemático incumprimento das promessas eleitorais, acontecimentos recentes começam a indiciar o fim do estado de graça do governo de José Sócrates.
O que acaba por ser caricato é que seja um caso que envolve o sinuoso percurso académico de José Sócrates que force a ir até à televisão pública tentar convencer os portugueses de algo que só muito dificilmente conseguirá ser cabalmente esclarecido.
Tendo em conta o que se tem lido por aí sobre o percurso académico de José Sócrates, mais tudo aquilo que se passa na Universidade Independente, tenho bastantes dúvidas que o senhor primeiro-ministro consiga sair incólume da entrevista que vai conceder esta noite à televisão pública. Não é por mais nada, mas em toda esta estória há demasiados erros, muitas contradições, e um excesso de infelizes coincidências.
Já passaram dois anos e o executivo continua a mostrar-se incapaz de encontrar uma solução para o flagelo do desemprego; e o país continua a apresentar um modesto crescimento económico, cujos resultados práticos teimam em continuar imperceptíveis à esmagadora maioria da população.
Ainda que [pelo menos aparentemente] muitos portugueses insistam em continuar a demonstrar alguma compreensão pelo sistemático incumprimento das promessas eleitorais, acontecimentos recentes começam a indiciar o fim do estado de graça do governo de José Sócrates.
O que acaba por ser caricato é que seja um caso que envolve o sinuoso percurso académico de José Sócrates que force a ir até à televisão pública tentar convencer os portugueses de algo que só muito dificilmente conseguirá ser cabalmente esclarecido.
Tendo em conta o que se tem lido por aí sobre o percurso académico de José Sócrates, mais tudo aquilo que se passa na Universidade Independente, tenho bastantes dúvidas que o senhor primeiro-ministro consiga sair incólume da entrevista que vai conceder esta noite à televisão pública. Não é por mais nada, mas em toda esta estória há demasiados erros, muitas contradições, e um excesso de infelizes coincidências.
Etiquetas: É preciso dizer?, José Sócrates, Só acredita quem quiser, Televisão

3 Comments:
Como é que alguém pode esperar que um país entre nos eixos em apenas dois anos se, relativamente ao mais pobre país europeu, estamos atrasados mais de vinte anos.
Todos têm medo das reformas de fundo mas, ao mesmos tempo, todos temos consciência que alguém tem que as fazer. Porém, preferimos guardar isso para mais tarde, talvez para os nossos filhos ou para os nossos netos, mesmo sabendo que elas são inevitáveis.
Caro Pedo Viseu,
A verdade é que já passaram 2 anos, e os resultados nem são satisfatórios, nem vão ao encontro das promessas eleitorais.
Interessante também será ler com atenção o relatóriodo Tribunal de Contas.
"O que acaba por ser caricato é que seja um caso que envolve o sinuoso percurso académico de José Sócrates que force a ir até à televisão pública tentar convencer os portugueses de algo que só muito dificilmente conseguirá ser cabalmente esclarecido."
Concordo contigo que isto é caricato. O problema desta estória é que há nisto uma grande dose de fait divers, e qnquanto nós andamos aqui a discutir se o sócrates é engenheiro ou licenciado em engenharia, estamos a desciar a nossa atenção de outros problemas mais relevantes.
Um abraço
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