Cristina & Whisper: as verdades devem ser ficcionadas: no sentido de notícias devem ser comentadas, os acontecimentos devem ser ilustrados,... Por exemplo, percebe-se melhor se eu disser que o cartão único poderá ser um big brother do que se eu escrever um tratado de cem post´s sobre as implicações do tal cartão. No primeiro captavam logo a ideia, no segundo adormeciam a meio...isto se eu conseguisse fazer cem post´s sobre o tal cartão.
As ficções devem ser provadas: aqui é o movimento contrário: as ficções poderão ser mágicas, fantásticas, mas a realidade acaba, quase sempre, por funcionar como o único legitimador delas. É sabido que uma das características essenciais, senão imprescindíveis a um bom livro, mesmo que se trate de Ficção Científica, é a sua verosimilhança. Sem ela, nem o mais realista dos romances subsiste. Um bom ano
Carlos: Percebi a explicação, mas não acho que deva ser assim...
As ficções sobre a verdade são parciais e devemos ter o direito de conhecê-la por inteiro. Dizer que o cartão único poderá ser um Big Brother é, claramente, ocultar possíveis vantagens da coisa, focando exclusivamente os aspectos negativos. As metáforas ajudam, mas não substituem o tal tratado sobre as reais implicações. - Quanto muito: As verdades devem ser ficcionáveis.
As provas da ficção não o são de facto, pois a provarem-se, efectivamente, conjecturas ficcionais, elas tornar-se iam realidade. A verosimilhaça da ficção científica prende-se com a sua capacidade de convencer o leitor que tal facto seria passível de acontecer. E o leitor não precisa de provas, precisa apenas de espaço para a hipotética possibilidade dessas provas. - Quanto muito: As ficções devem ser prováveis.
5 Comments:
Achas que sim?... Eu não vejo razão para concordar à partida com qualquer das duas...
Uma premissa tão curiosa como perigosa... :)
Cuidado com as verdades ficcionadas... porque é que têm que ser?
Cristina & Whisper:
as verdades devem ser ficcionadas: no sentido de notícias devem ser comentadas, os acontecimentos devem ser ilustrados,... Por exemplo, percebe-se melhor se eu disser que o cartão único poderá ser um big brother do que se eu escrever um tratado de cem post´s sobre as implicações do tal cartão. No primeiro captavam logo a ideia, no segundo adormeciam a meio...isto se eu conseguisse fazer cem post´s sobre o tal cartão.
As ficções devem ser provadas: aqui é o movimento contrário: as ficções poderão ser mágicas, fantásticas, mas a realidade acaba, quase sempre, por funcionar como o único legitimador delas. É sabido que uma das características essenciais, senão imprescindíveis a um bom livro, mesmo que se trate de Ficção Científica, é a sua verosimilhança. Sem ela, nem o mais realista dos romances subsiste.
Um bom ano
Carlos:
Percebi a explicação, mas não acho que deva ser assim...
As ficções sobre a verdade são parciais e devemos ter o direito de conhecê-la por inteiro. Dizer que o cartão único poderá ser um Big Brother é, claramente, ocultar possíveis vantagens da coisa, focando exclusivamente os aspectos negativos. As metáforas ajudam, mas não substituem o tal tratado sobre as reais implicações.
- Quanto muito: As verdades devem ser ficcionáveis.
As provas da ficção não o são de facto, pois a provarem-se, efectivamente, conjecturas ficcionais, elas tornar-se iam realidade. A verosimilhaça da ficção científica prende-se com a sua capacidade de convencer o leitor que tal facto seria passível de acontecer. E o leitor não precisa de provas, precisa apenas de espaço para a hipotética possibilidade dessas provas.
- Quanto muito: As ficções devem ser prováveis.
Há mistérios que são eternos. Um deles é o encontro de um cínico com um realista ...
(Luis Oliveira: lembra-te de não dar alvíssaras a nenhum personagem político concreto, porque certamente cairias nesse vil pecado da ironia)
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