Branco vs Abstenção - resposta a comentário e conclusão
Na sequência do meu ultimo post ( branco vs abstenção ), um comentário da "Cristina" trazia uma questão, a qual acho interessante trazer até aqui para que, de certa forma, possa terminar de forma mais elegante o raciocínio do post anterior.
( não deixando de fora o comentário do Pedro Oliveira que mencionou uma variante muito importante do voto - o voto útil. Quase matéria para um outro post. Fica aqui o desafio Pedro! )
Ora, a Cristina pergunta "Qual a diferença prática entre os efeitos do voto em branco e a abstenção" e pede uma resposta concreta e objectiva. Da minha parte, posso apenas emitir não mais que uma humilde opinião.
A grande diferença, é que o voto em branco ( para já ) é o que tem poder para tirar a importância mediática daquele gráfico em queijinho, que é irritantemente apresentado pelas mesmas caras de pivot de sempre ( género lost puppy )e apregoar que aquela fatia enorme de abstencionistas tem o direito de ser " o partido mais votado". Honras de partido? Porquê? Porque infelizmente a abstenção é olhada pelo público imediato e volátil à acção do voto indeciso, como reflexo da despreocupação pelo futuro dos assuntos do país, logo reflexo da relativização da importância destes, logo futuros abstencionistas:
"olha olha! quer dizer... se os outros não votam, porque é que eu tenho de ir? "
- diz o tuga antes de espreitar a TVI para ver se já está a dar uma das 5 novelas da sua programação. Coisa que é concerteza mais importante que os actos eleitorais.
Hoje em dia há que ter em conta a utilidade mediática da cobertura televisiva para tudo, portanto, imagina Cristina, o tal pivot a dizer à frente das mesmas camaras que o tal 6º partido é o dos votos em branco? O voto duma franja de pessoas que estão interessados , que saiem de casa a um domingo para dobrar um boletim de voto sem cruzar absolutamente nada e finalmente depositá-lo na urna. Acredito que o político profissional e a sua lapa de estimação - o estratega marketeiro da politinhíce -se sentíriam desconfortáveis na cadeira que apenas aquecem. Desta vez, não porque o povo está desinteressado e se está a marimbar, mas porque o povo vestiu-se de democrata e está a querer dizer qualquer coisa. E se agora é branco, amanhã é numa associação, e depois numa voz também televisada. Depois é que eu quero ver como vão ser as coisas.
Quem se salvará é o político que trabalha, e em ultima análise os bom gestores que ganhem confiança nos eleitores e ganhem coragem para ocupar lugares públicos. Sim! Não é só o político que tem de ganhar a nossa confiança, o vice-versa também mora aqui! Porque ser político para ser enxovalhado por tudo e por nada, " ó eleitores da tanga! Tomem lá o uma à zé povinho! " dizem-nos os bons gestores!
Mas uma coisa quero esclarecer, não apelo ao voto branco, estou é determinantemente contra a abstenção. E quem diz abstenção diz o voto nulo... o irmão vandalo do acto eleitoral, do pessoal que deve pensar que é do "hip hop" e pôe para lá um "tag" indecifrável. Sem respeito pelo acto em si, pelo tempo dos outros bem como do seu.
Porque o voto em branco é o primeiro passo para os abstencionistase e os indecisos se interessarem, se informarem e de exigir o melhor para si e para este espírito colectivo moribundo que é o espírito democrático participativo português... que tarda nada vai ser um espírito do natal futuro de foice afiada na mão. Mas sobretudo um meio para os políticos melhorarem a sua postura, a Assembleia da República trabalhar mais em conjunto pelo País em vez de ser pelo partido e por sí, e no fim o pessoal participar e escolher a sua voz partidária através de um voto... que é sempre útil.
Tenho dito!
NOTA: Se tiverem oportunidade de ler o comentário da cristina, façam-no. Porque está muito interessante e com laivos de filosofia política.
Obrigado Cristina. Não deixes de comentar!
( não deixando de fora o comentário do Pedro Oliveira que mencionou uma variante muito importante do voto - o voto útil. Quase matéria para um outro post. Fica aqui o desafio Pedro! )
Ora, a Cristina pergunta "Qual a diferença prática entre os efeitos do voto em branco e a abstenção" e pede uma resposta concreta e objectiva. Da minha parte, posso apenas emitir não mais que uma humilde opinião.
A grande diferença, é que o voto em branco ( para já ) é o que tem poder para tirar a importância mediática daquele gráfico em queijinho, que é irritantemente apresentado pelas mesmas caras de pivot de sempre ( género lost puppy )e apregoar que aquela fatia enorme de abstencionistas tem o direito de ser " o partido mais votado". Honras de partido? Porquê? Porque infelizmente a abstenção é olhada pelo público imediato e volátil à acção do voto indeciso, como reflexo da despreocupação pelo futuro dos assuntos do país, logo reflexo da relativização da importância destes, logo futuros abstencionistas:
"olha olha! quer dizer... se os outros não votam, porque é que eu tenho de ir? "
- diz o tuga antes de espreitar a TVI para ver se já está a dar uma das 5 novelas da sua programação. Coisa que é concerteza mais importante que os actos eleitorais.
Hoje em dia há que ter em conta a utilidade mediática da cobertura televisiva para tudo, portanto, imagina Cristina, o tal pivot a dizer à frente das mesmas camaras que o tal 6º partido é o dos votos em branco? O voto duma franja de pessoas que estão interessados , que saiem de casa a um domingo para dobrar um boletim de voto sem cruzar absolutamente nada e finalmente depositá-lo na urna. Acredito que o político profissional e a sua lapa de estimação - o estratega marketeiro da politinhíce -se sentíriam desconfortáveis na cadeira que apenas aquecem. Desta vez, não porque o povo está desinteressado e se está a marimbar, mas porque o povo vestiu-se de democrata e está a querer dizer qualquer coisa. E se agora é branco, amanhã é numa associação, e depois numa voz também televisada. Depois é que eu quero ver como vão ser as coisas.
Quem se salvará é o político que trabalha, e em ultima análise os bom gestores que ganhem confiança nos eleitores e ganhem coragem para ocupar lugares públicos. Sim! Não é só o político que tem de ganhar a nossa confiança, o vice-versa também mora aqui! Porque ser político para ser enxovalhado por tudo e por nada, " ó eleitores da tanga! Tomem lá o uma à zé povinho! " dizem-nos os bons gestores!
Mas uma coisa quero esclarecer, não apelo ao voto branco, estou é determinantemente contra a abstenção. E quem diz abstenção diz o voto nulo... o irmão vandalo do acto eleitoral, do pessoal que deve pensar que é do "hip hop" e pôe para lá um "tag" indecifrável. Sem respeito pelo acto em si, pelo tempo dos outros bem como do seu.
Porque o voto em branco é o primeiro passo para os abstencionistase e os indecisos se interessarem, se informarem e de exigir o melhor para si e para este espírito colectivo moribundo que é o espírito democrático participativo português... que tarda nada vai ser um espírito do natal futuro de foice afiada na mão. Mas sobretudo um meio para os políticos melhorarem a sua postura, a Assembleia da República trabalhar mais em conjunto pelo País em vez de ser pelo partido e por sí, e no fim o pessoal participar e escolher a sua voz partidária através de um voto... que é sempre útil.
Tenho dito!
NOTA: Se tiverem oportunidade de ler o comentário da cristina, façam-no. Porque está muito interessante e com laivos de filosofia política.
Obrigado Cristina. Não deixes de comentar!

7 Comments:
300 an Hour
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O problema é que, no caso específico das Preseidenciais, e nos termos da Constituição, o voto em branco é equiparável à abstenção. Confesso que tenho dificuldades em perceber porquê.
Os teus posts tocam, invariavelmente, quase sempre na "mouche". Concordo com tudo a 100%
Tens dito e dizes bem. Fixe.
Estás mesmo convencido que o papel que atribuíste aos votos em branco se rege por um critério objectivo?!
Essa história dos gráficos na TV soou-me a... mariquices [desculpa lá, mas é a palavra que me vem à cabeça!] - isso é tudo menos objectividade!!! E se queres uma força extra-partidária que abale os graficozinhos é só olhar para a abstenção, que é em grande parte dos casos a vencedora.
O novo "partido dos votos em branco" que dá confiança aos políticos que trabalham... é uma ideia bonita, sim senhor: "com o meu voto em branco eu abano o ego dos que concorrem e incentivo os que não concorreram a avançarem, se se acharem capazes de fazer melhor." - essa deveria ser, de facto, a mensagem do voto em branco em oposição à abstenção como voto de descrédito nos políticos (ou na política). Mas nem toda a abstenção é desacreditada e nem todo o voto em branco é consciente - e voltamos a cair no comentário de há uns dias...
Conclusão: o que descreveste não foi, de modo algum, uma resposta objectiva sobre "a diferença prática entre os efeitos do voto em branco e da abstenção". E, instigada pelo comentário do Filipe, fui à procura e...
"Constituição da República Portuguesa - ARTIGO 126º (Sistema eleitoral)
1. Será eleito Presidente da República o candidato que obtiver mais de metade dos votos validamente expressos, não se considerando como tal os votos em branco."
Ou seja, o efeito prático e objectivo é declaradamente nenhum!
PS: Sob pena de tornar o comentário longo demais, achei interessante partilhar convosco uns comentários que, nesta procura, achei na legislação disponivel pela CNE, a propósito da não contagem dos votos em branco [que nem sempre esteve esplícita na letra da lei]:
"Tendo partido do princípio de que «eleger é escolher, logo o eleitor que votava em branco ao recusar-se a fazer a escolha entre os diversos candidatos, não elegia nenhum deles, antes se limitava a depositar nas urnas um mero papel sem significado jurídico, pela impossibilidade em termos de escrutínio, de se vir a recolher qual a sua vontade expressa».
Opinião diversa sustentava a CNE, para quem «o voto em branco era um voto que de forma alguma podia ser considerado menos expressivo da vontade do eleitor, pois constituía o exercício do direito e dever cívico de votar, apesar de não pretender o eleitor optar por qualquer dos candidatos que se apresentavam ao sufrágio».
Aliás, no dizer da CNE, tal entendimento «coincidia com o espírito constitucional que visava garantir que o candidato eventualmente eleito à primeira volta não tivesse contra ele mais votos do que os que ele próprio obtinha»."
NOTA: Agradeço o elogio, mas quanto aos "laivos de filosofia política"... nem sei que te diga... Sinto-me na obrigação de admitir que nem percebo nem me interesso muito (quase nada!) por política, mas que ando a tentar mudar esta postura. Mesmo que não comente, hei-de andar por aqui - gostei deste vosso espaço!
auch...
de qualquer forma respostas objectivas são quase todas, umas são pessoais outras não!
no dicionário e na lista telefónica existem muitas concerteza!
ler todo o blog, muito bom
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