quinta-feira, outubro 11, 2007

A veia marxista-leninista

Imagem via: Sphere

Desta feita [coisa rara] até não me custa acreditar na palavra do primeiro-ministro, quando afirma que não teve qualquer conhecimento antecipado da visita dos agentes da PSP à delegação da Covilhã do Sindicato dos Professores; e até posso acreditar [por ser completamente irrelevante] que só soube de tal actuação através dos jornais.

Como é sabido, também não é esta a primeira vez que este governo é acusado da prática de políticas persecutórias e, pela sucessão de acontecimentos, também não deverá ser a última.

Apesar de não me rever nas posições daqueles que já andam por aí a defender que a democracia em Portugal está em perigo, também não me sinto capaz de compactuar com os que advogam o famigerado, “não se passa nada!”. A democracia pode até não estar em risco mas parece-me evidente que anda, no mínimo, algo adoentada; e assim deverá permanecer enquanto continuarem a não ser imputadas quaisquer responsabilidades por aqueles convenientes excessos de zelo praticados aqui e ali por uns quantos mui diligentes funcionários públicos que têm vindo a ser cirurgicamente plantados nestes últimos dois anos em lugares-chave por despacho ministerial.

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