segunda-feira, julho 14, 2008

na dança, como na vida...

Nas danças de pares - sejam elas quais forem! - sempre que o par é misto - como é suposto ser, na maioria das vezes - é o homem que comanda a dança, é o homem que decide para onde vai e o que quer fazer; a mulher segue indicações, interpreta sinais e deixa-se levar.

Na dança, como na vida - dizem eles!

Na dança, o homem tem, portanto, o consentimento público para mandar e a mulher o dever social de obedecer. (Não percebo porque não há mais homens nas danças; não este o seu ideal de vida?!...)


Entretanto, a falta de homens no meio "obriga" as mulheres a assumir o comando, revelando-se muitas vezes melhores condutores que os parceiros...

Na dança, como na vida - dizem elas!

Na dança, o homem é socialmente apenas metade de um todo, enquanto que a mulher sem o homem pode ser um todo individualmente, de forma natural.

imagem: ClipArt do MSWord

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quinta-feira, outubro 25, 2007

Porque hoje é quinta-feira

...e antes que eles se ponham para aí a postar peitaças ao léu do Brad e poses sensuais da drª Odete, apreciem a Monica a descobrir o sentido da vida.


foto

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sexta-feira, outubro 19, 2007

O sentido da vida - uma resposta filosófica


«(...) Mesmo que a vida como um todo não faça sentido, talvez isso não seja preocupante. Talvez consigamos reconhecê-lo e continuar pura e simplesmente como antes. O truque consiste em manter os olhos no que está à nossa frente e permitir que as justificações cheguem a um fim no domínio interior da tua vida e no domínio interior da vida das outras pessoas a quem estás ligado. Se alguma vez te puseres a questão «mas qual é a finalidade absoluta de estar vivo?» - tendo uma vida de estudante, ou de empregado de bar, ou do que quer que sejas -, responderás: «Não há finalidade. Não faria qualquer diferença se nem sequer existisse ou não me preocupasse com nada. Mas preocupo-me e existo. E é tudo.»
Algumas pessoas acham que esta atitude é perfeitamente satisfatória. Outras acham que é deprimente, ainda que inevitável. Parte do problema reside no facto de alguns terem uma tendência incurável de se levarem a sério. Queremos ser importantes para nós mesmos «a partir do exterior». Se as nossas vidas como um todo parecem não ter finalidade, então uma parte de nós fica insatisfeita - aquela parte que está sempre a olhar por cima dos nossos ombros para ver o que estamos a fazer. Muitos esforços humanos, em particular os que são realizados ao serviço de ambições sérias, em vez de serem ao serviço do conforto e da sobrevivência, adquirem alguma da sua energia a partir do sentido da importância - o sentido de que aquilo que estás a fazer não é importante apenas para ti, mas é importante num sentido mais vasto: importante simplesmente. Se tivermos de desistir disto, podemos ficar ameaçados de perdermos o chão debaixo dos pés. Se a vida não é real, se não é séria, e o túmulo é o seu objectivo, talvez seja ridículo levarmo-nos tão a sério. Por outro lado, se não conseguimos evitar levar-nos tão a sério, talvez tenhamos, pura e simplesmente, de aceitar o facto de sermos ridículos. A vida pode não só não ter sentido, como também ser absurda.» p.91-92

NAGEL, Thomas, Que Quer Dizer Tudo Isto? Uma Iniciação à Filosofia, Lisboa, ed. Gradiva, col. Filosofia Aberta, 1995, p. 92

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