terça-feira, setembro 30, 2008

O TAL CANAL

Zeferino Faustino da Silva escuta atentamente os camaradas de partido e vai praticando zapping entre uma observação e outra.

A hora é de introspecção pura e dura - afirma consciente um dos camaradas.

Zeferino pressiona o polegar no canal 2 e questiona - introspecção? Este gajo pensa que está na tropa. Aqui o pessoal não pensa.

A hora não é de introspecção pura e dura - "truca & manduca", outro camarada - a hora é de põe-te a milhas co'a poupança.

Este demorou a acordar, mas acordou, enfim mais vale uma poupança na mão que duas a voar - sussurra Zeferino, altruisticamente, para os seus botões.

Zeferino não resiste às investidas da camarada mais espampanante da caserna e muda imediatamente de canal.

Camaradas, estou de partida, são horas - a camarada observa, uma vez mais, o relógio que comprou na última feira da ladra e acrescenta - agora toca a reunir as últimas poupanças enquanto o rei Alberto não proclama o Sarkozy o seu legítimo herdeiro, já viram o que era o pessoal ter de passar o resto dos dias no parlamento à espera de Decretos-Lei eternamente "desadiados"?

Olha-me esta, a cantar a missa ao padre. Ó menina põe-te a milhas qu'a peça de teatro ainda vai no adro - borbulham as ideias "zappistas" de Zeferino.

Enquanto isso o camarada x contém o bocejo mais enternecido do mundo, enfim o Euromilhões já não é o que era, o camarada y reinspecciona a chave de fendas do contentor vulgo local de trabalho, aproveitando para limar as unhas no último modelo de serra eléctrica comprada com 50% de desconto na última campanha de aniversário da Makro, entretanto e para estremunhar a malta a camarada d levanta a saia e exclama reflectindo assaz: ó malta o manjar tá bom, mas ali na esquina há uma sopa d'ervas p'ra marchar.

Zeferino impõe-se e reclama: e as conclusões camaradas, e as conclusões? Vamos ao bacalhau à Zé do Pipo ou ao McCdonalds?

Como os camaradas se converteram em uníssono ao Partido Comodista de Qwerty2001, Zeferino vociferou contra os botões do comando retorquindo assaz indignado - camaradas? Qual camarada, qual carapuça, esta malta só quer é lavar pratos - vai daí mudou novamente de canal. Ah, agora sim, está no ar a coelha mais camarada do mundo.

Sarah Pilatos, no seu novo ar de não dona de casa, discursa sobre as vantagens da intervenção do estado na despenalização das finanças públicas, o que para Zeferino se transformou numa excelente oportunidade para investir na causa pública.

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Xenofobia e palhaçada



O PNR volta a invadir Lisboa com mais um ataque de imbecilidade em forma de cartaz. Espero que os Gato Fedorento estejam a postos para mais uma resposta à altura.

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Há Mãos e Mãos

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Isto Até Tem Graça

Os pobres dão dinheiro para salvar os ricos para que estes possam continuar a ser ricos, garantindo assim que eles próprios (os pobres) possam continuar a sua vidinha.

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Soap

Parece que os uns ficaram muito escandalizados porque descobriram que os outros têm andado a usufruir de uns apartamentos supimpas e a pagar rendas de valor equivalente a um copo de três e umas pataniscas enquanto se andam por aí a regalar com Krug e Fines de Claire.

É claro que estes uns são os mesmos que, numa qualquer outra ocasião e de uma qualquer outra forma, gozaram indevidamente de benesses equivalentes até os outros os descobrirem e urrarem também eles de indignação.

E que não restem dúvidas que tudo isto vai cair em saco roto. Entre a prescrição e a falta de dolo da coisa pública os casos lá se resolverão entre copains. Depois, passado o necessário período de nojo, alguém irá desencantar umas novas lebres e os papéis irão de novo inverter-se. No meio de tudo isto está o público coiso a quem não resta muito mais do que ficar impávido a ver a novela enquanto espera a sua oportunidade de vir a ser um ou outro.

Sad? You won’t be after so many episodes of…..

Restam-nos os momentos cómicos como o daquele rapaz que recebeu uma casa quando era aprendiz lá na repartição porque, confessa, não tinha onde dormir depois de um divórcio difícil. Hoje, director de serviços e casado em segundas núpcias, mantém a casa (actualmente cedida ao filho!) e é capaz de dizer sem se rir que acha a situação perfeitamente legitima porque se a entregasse ficaria sem poiso onde dormir no caso de se divorciar outra vez.

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segunda-feira, setembro 29, 2008

Crash

Ninguém quer falar na palavra. Parece que pode piorar o estado «psicológico» dos agentes económicos. Como se eles já não soubessem o que isto foi. Como se eles já não soubessem que aquilo não foi uma queda mas sim um crash. Assuma-se o que se passou hoje, os buracos que existem. Enquanto não o fizerem, ou seja, enquanto não desinfectarem os mercados da imundice, isto continuará num poço sem fundo e os agentes económicos não ganharão um pouco de confiança. E a sensação é que a economia continua alegremente a caminhar e a enterrar-se nas areias movediças do deus mercado. Até onde?

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A Mão [In]visível do Mercado

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Prognósticos só depois dos jogos [Jornada 4]


A jornada começou na sexta-feira com uma vitória natural do Fê Quê Pê nas Antas sobre o Paços por duas bolas a zero. Porém, ao contrário do que se esperaria, a vitória do campeão nacional foi tirada a ferros – o que parece vir comprovar aquela teoria de que o Fê Quê Pê ainda não conseguiu colmatar as saídas de Paulo Assunção e Quaresma.
No sábado, como é sabido, houve derby na Luz. O Ésse Éle Bê lá conseguiu vencer o meu Sporting – e por duas bolas a zero para que não restassem dúvidas. O Sporting até entrou melhor no jogo mas deu sempre a sensação que tinha entrado em campo para não perder. Depois de sofrer o primeiro golo, o Sporting desapareceu de campo. Pelo contrário, a equipa do Benfica mostrou atitude durante os noventa [e tal] minutos, e acabou por merecer o resultado. A nação benfiquista entrou em delírio e instalou-se o foguetório por estas bandas. Também não era para menos: já não venciam o Sporting na Luz há um bom par de anos; e procuram gozar ao máximo este breve momento de êxtase pois já sabem que não tarda muito para terem de começar a apanhar as canas todas [uma por uma].
Apesar do mau resultado, o Sporting reparte agora a liderança com o Nacional e o Leixões.

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Bolsas ao fundo

As bolsas europeias já o tinham previsto hoje mas com esta confirmação os 'trambolhões' bolsistas começam a prometer um 'tsunami' de proporções bíblicas.

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Ainda o 'clássico'

Confesso que não sei o porquê de tanto alarido sobre o 'clássico dos clássicos', o primeiro dos jogos do Campeonato da Segunda Circular. Basicamente as coisas são muito simples: quando ganha o Sporting gozam os 'leões' com as qualidades - ou falta delas - dos 'lampiões'. Quando se dá o inverso - como aconteceu - gozam as 'águias' com as qualidades - ou falta delas - dos 'lagartos'. Como me dizia hoje um sportinguista: "Para vocês (benfiquistas) foi sem espinhas, ganharam e bem. Para nós fica a mediocridade do Paulo Bento que a direcção do Sporting continua a não querer ver". Embora não concorde por inteiro com esta declaração não deixo de pensar que é sintomático ver uma equipa que se encolhe quando os jogos são entre grandes, aconteceu com o Barcelona e volta a acontecer com o Benfica. O que eu vi foi um Sporting que entrou em campo para não perder o que, convenhamos, é bem diferente de um Sporting que entra em campo para ganhar. E aqui reside o problema de que Paulo Bento é o principal responsável e assim sendo será ele que terá de encontrar a solução sob pena de, no próximo domingo, este assunto voltar a ser discutido.

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Machado de Assis

Cada qual sabe amar a seu modo; o modo, pouco importa; o essencial é que saiba amar.

Machado de Assis

Um dos maiores escritores de língua portuguesa, com uma obra vasta, morria há cem anos. Os homens morrem mas a obra fica e, na obra, vivem também e sempre os homens, um passaporte de letras que granjeia a eternidade.

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Regressando ao Cânone


Enquanto quis Fortuna que tivesse
Esperança de algum contentamento,
O gosto de um suave pensamento
Me fez que seus efeitos escrevesse.

Porém, temendo Amor que aviso desse,
Minha escritura algum juízo isento,
Escureceu-me o engenho co tormento,
Para que seus enganos não dissesse.

Ó vós que Amor obriga a ser sujeitos
A diversas vontades! Quando lerdes
Num breve livro casos tão diversos,

Verdades puras são, e não defeitos.
E sabei que, segundo o amor tiverdes,
Tereis o entendimento de meus versos.

Luís de Camões, Poemário Assírio e Alvim 2008, 10 de Junho de 2008


Uma interpretação possível (!/?):

Enquanto quis a sorte que eu fosse feliz, escrevi sobre o meu contentamento.
Contudo, todos os meus esforços de racionalizar a emoção foram infrutíferos.
Encontro-me sempre perante um determinado receio: o de que a emoção me engane e obscureça a minha imparcialidade (mito da caverna, a obsessão do renascimento de revisitar os clássicos?).
Como compreendo todos os que o Amor subjuga. Quando lerdes formas de subjugação ao Amor diversas, são verdades puras!, pois o Amor poderá aprisionar-nos de diversas maneiras.
Caso compreendais tal, compreendereis a essência dos meus versos. Os meus versos inscrevem a emoção e não a razão.

Questões avulsas:
Quem é que, na literatura universal, foi capaz de escrever sobre a emoção de uma forma tão racionalmente lúcida?
Quem é que poderá impor as suas razões, sabendo que as mesmas comportam interesses, desejos, preferências?
O que é que nos direcciona o olhar para uma determinada explicação racional?
Perante esta verdade, de muitos séculos, como olhar para todos os que ocultam as suas preferências através da razão?
Será alguma razão verdadeiramente imparcial?

Brincando aos clássicos:
A bem de todos nós dialoguemos sobre o essencial e deixemos o acessório. Só quando abrirmos o jogo é que poderemos falar sobre as verdadeiras razões da política. Até lá poderemos brincar aos clássicos…

Brincando aos novos velhos clássicos:
Gosto muito mais de velhos carochas...

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Recuerdos


Entre dos tierras - Heroes del Silencio


El limite - La Frontera


Lobo hombre en Paris - La Union
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domingo, setembro 28, 2008

Uma desilusão chamada Obama

Talvez por andar a ler mais do que devia Arrastões e derivados, sentei-me em frente à TV para assistir ao debate com duas ideias preconcebidas: o McCain era uma espécie de Bush dois; e o Obama um paladino que ia mudar o mundo.
A propagada suposta relutância de McCain em enfrentar Obama e aqueles primeiros [escassos] segundos do Obama a “olhar-me” olhos nos olhos, levaram-me a pensar que aquilo não iria ser um debate mas um massacre.
Com o decorrer do debate [e não foi necessário muito tempo] fui-me apercebendo que o McCain não era nenhum bicho papão e de que não virá nenhum [acrescido] mal ao mundo caso os norte-americanos o pretendam eleger como próximo presidente.
Já no que diz respeito ao candidato Democrata, que tinha aparentemente tudo para vencer o debate por K.O., acabou por ser uma colossal desilusão. Para além de ter passado o debate todo a concordar com quase tudo o que McCain dizia, a única “ideia” verdadeiramente nova que apresentou foi assustadora: atacar o Paquistão.
Suponho que este debate tenha pelo menos tido o mérito de conseguir desvanecer algum daquele já de si incompreensível entusiasmo demonstrado por alguma esquerda em redor das eleições americanas e, mais precisamente, da candidatura Democrata.

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Alívio imediato

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O liberalismo já não é o que era [3]

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"Gajos" giros no benfica [4]

Em resposta à ultima série de posts de lamentável sentido estético, deixo aqui dois links para outros “gajos” giros do Benfica que presumo que a Leonor se tenha esquecido de divulgar: Filipe[a] Gonçalves e José Castelo Branco.

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sábado, setembro 27, 2008

Gajos giros no Sporting















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Gajos giros no Benfica (3)

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Gajos giros no Benfica (2)

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Gajos giros no Benfica (1)

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Paul Newman

1925 - 2008

Quando a morte é libertação.

imagem daqui
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Uma inicial basta

Rapariga calma e tranquila no que respeita às alterações recentes da Carreira Docente tenho dado por mim deprimida e soturna quando, terças e quintas pelas dez horas da noite, regresso ao pátrio lar, empanturrada de legislação, o estômago em convulsão com o eduquês indigesto, palavras e nacos de prosa herméticos pesam-me como pedras, nem com pastilhas rennie lá vai, para a próxima recorro aos sais de fruta, e inquieta com algo que terei de fazer em breve: definir objectivos pessoais. De tudo o que tenho feito na vida, pouco me pareceu tão disparatado, aberrante, anormal e, há que dizê-lo com frontalidade, estúpido. A tónica que está a ser posta nos professores perverte por completo o espírito da profissão, quando comecei a dar aulas não pensei jamais que tivesse que me preocupar tanto comigo, com os meus objectivos, com a minha avaliação, com o meu portfólio. Os objectivos economicistas do governo, desengane-se quem pensa que tudo isto é para melhorar a qualidade, estão imbuídos de falta absoluta de articulação com os objectivos de um ensino de qualidade. Quem pensou nos números não previu que, com a implementação deste sistema, pouco tempo sobrará aos professores para se dedicarem aos seus alunos. A burocracia não acaba, reuniões com o Presidente do Conselho Executivo para a negociação dos objectivos pessoais, previamente definidos por cada um dos professores, aulas a serem observadas depois ou antes das aulas do avaliador, portfólios para organizar, papéis, papéis e mais papéis que servem apenas para satisfazer a opinião pública, granjear votos junto do povo sedento de sangue no circo romano, deitemos pois os professores aos leões, e poupar muito dinheiro. Depois de tudo isto, pergunto-me o que sobrará de nós, o que sobrará de nós para dar aos alunos.
Ontem em conversa com a minha mãe, reformada do ensino pela graça de deus depois de uns quarenta anos de serviço, fui-lhe contando grosso modo as alterações em vigor, as tais que visam pôr o professorado, essa cambada indigente e proxeneta do Estado, na ordem. Assim sendo e perante a ausência total de eleições na Escola, agora nomeia-se, de preferência em segredo, critérios ausentes, e as observações de aulas que faremos uns aos outros, entre outras manobras de diversão, ela exclamou Estão exactamente como no tempo em que comecei a dar aulas. O Director mandava, o meu primeiro horário foi-me entregue pelo contínuo e os inspectores entravam-nos na sala quando queriam. Fiz levemente contas de cabeça. No tempo do Salazar, portanto. Respondeu-me Pois, claro. Para bom entendedor uma inicial basta: S de Salazar, S de Sócrates.
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sexta-feira, setembro 26, 2008

Verbal Spin?

Se esta semana fosse obrigada a destacar um texto jornalístico, as honras recairiam sobre o artigo de Inês Subtil cujo título é o espampanante: "Investigadores criam mecanismo para saber se os políticos dizem a verdade". O artigo versa sobre a manipulação. Como ainda ninguém se deu conta esclareço desde já: é um tema que não me é caro, principalmente quando não se vislumbram, através das palavras dos seus desocultadores, tentativas de mascarar um outro tipo de manipulação a a la carte.
A argumentação do artigo é tão espampanante que ouso colocar uma pergunta: seria algum adepto da teoria da conspiração capaz de conceber algo de tão criativo?
Não me parece!
A construção do artigo usa e abusa de argumentos científicos, tais como:
- o cientista - como validação do velho argumento de autoridade;
- a experimentação científica - como sinónimo de seriedade da investigação;
- a comprovação das hipóteses - como oportunidade de desocultar a verdade escondida nas palavras dos políticos, pela, vejam só, invenção de um software que mede não sei o quê em não sei quem, uma espécie de spleen da indigestão?

Como diria a velha Hortênsia*: é com papas e bolos que se enganam os tolos...

*Aldeã famosa algures em Coimbra, morreu de cirrose hepática aos 97 anos, consequência de contactos tensos entre um mata-bicho matinal e a parca alimentação diária.

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Azar ou conspiração?

Vukcevic fez uma entorse e também não faz parte dos convocados de Paulo Bento.

Faltará agora saber se Paulo Bento se terá limitado esta manhã a treinar a equipa ou se, por outro lado, terá assumido o lugar de trinco na equipa adversária do azarado montenegrino.
Yo no creo en brujas, pero que las ay... las ay.

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Pensamentos matutinos (6)


imagem: Kim Klassen

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Meritocracias

Estás a ver Hélder, afinal há pelo menos 3,500 que nao sao energúmenos.

Ora 3,500 em 500,000 dá qualquer coisa como.... hummm ... deixa ver.... bom, é fazer as contas!
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Quem é amiga, quem é?

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Sensação de Xenofobia Mas Ao Contrário

Não percebo como é que alguém ainda consegue dizer mal da comunidade de imigrantes Ucranianos em Portugal.

Uma comunidade que tem como representante uma mocinha como aquela que apareceu ontem no telejornal da RTP1, a falar com aquele sotaque super sensual e que ainda por cima se chama Nataliya, só pode ser gente boa!

Ai não viram? Azar o vosso!

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É Pá, Vão Mazé Dar Banho Ao Cão

A falta de preparação técnica da grande maioria dos trabalhadores portugueses sempre foi apontada como um dos factores que impedem o desenvolvimento de uma indústria de produtos e serviços com uma maior componente tecnológica no nosso país. A escassez de meios das nossas escolas sempre foi tida como um dos factores que explicam o nosso distanciamento em relação a outros países com maiores índices de desenvolvimento tecnológico.

Agora que lá se arranjou uma forma de democratizar um pouco mais o acesso a meios informáticos a nossa intelligentsia apressa-se a lançar argumentos, que variam entre a graçola fácil e a lengalenga rebuscada, para tentar menosprezar a iniciativa.

Eu, muito sinceramente, só consigo ver coisas boas no facto de facilitar ao maior número de jovens, e o mais cedo possível, o acesso a ferramentas e tecnologias que os vão acompanhar para o resto da sua vida; nem que seja para jogar Pac Man ou ver os filmes da Samantha Boobies. O folclore que se tem gerado à volta do tema é mesmo só muita vontade de dizer coisas.

E depois se o governo está a aproveitar a coisa para fazer campanha o que é que tem? Não devia, era?

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quinta-feira, setembro 25, 2008

Pescadinha de rabo na boca

José Pacheco Pereira anda indignado com a RTP. Segundo o intelectual do PSD, a estação pública transformou-se num sério instrumento de propaganda do governo PS. Ora quando falamos em propaganda, provavelmente o que pretendemos dizer é manipulação da opinião pública. E quando falamos em manipulação da opinião pública, o que pretendemos dizer é que anda alguém a tentar convencer alguém de que a sua é a melhor causa.
Caro JPP, provavelmente deve-se lembrar das mesmas questões, colocadas por outros, no tempo das maiorias de Cavaco Silva...

Ou será que JPP nos pretenderá dizer:
"É preciso, pois, repito, que aqueles que têm o orgulho legítimo ou a vaidade, se quiserem, de pensar por si próprios, e não pela cabeça dos outros, venham, junto da opinião pública, ilustrá-la, orientá-la e indicar-lhe o caminho que deve ser seguido."?
(Conferência de Alfredo Pimenta)

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Pensamentos matutinos (5)



Imagem daqui

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Master Of Puppets ©

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quarta-feira, setembro 24, 2008

As [minhas] presidenciais norte-americanas

Não tenho prestado a atenção devida às presidenciais norte-americanas, mas com a preciosa ajuda dos bloggers nacionais julgo já ter retido algumas ideias chave:

[1] Se os europeus pudessem votar o vencedor seria o candidato Democrata, Barak Obama: senador por Illinois, afro-americano, muçulmano, inexperiente, e que promete revolucionar mentalidades – resta saber quais;

[2] O candidato republicano é o experiente senador pelo Arizona, John Mc Cain: promete manter tudo na mesma. A sua principal credencial é ser herói e veterano de guerra – resta saber onde será a próxima;

[3] Diz-se que os Democratas apresentaram um candidato a vice-presidente – resta saber quem é, por onde anda, e se tem alguma coisa a dizer;

[4] O candidato à vice-presidência pelo Partido Republicano é uma mulher, Sarah Palin: governadora do Alaska, mãe de família, conservadora, anti-aborto, membro da NRA, e uma defensora da caça ao urso – resta saber se ainda há ursos.

[5] O mundo tem uma excelente oportunidade de se ver livre da família Bush – resta saber se é suficiente.

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Ditaduras de trazer por casa

Há quem faça modas na blogosfera. Recentemente, por exemplo, uma das rainhas, que há uns anos atrás idolatrava a Madonna, decidiu que isso agora já não estava na moda. Logo a corte se lhe seguiu: Madonna? Qu'horror! Já não se aguenta!, Quê? Fica ridícula a colar-se ao Timberlake para conquistar o público mais jovem... Concluindo, esqueceram-se rapidamente de como tinha sido divina no tempo dos beijos na boca a Britney Spears e a Christina Aguilera! A memória prega-nos rasteiras.

Eu própria tenho sérios problemas de memória, mas com a Madonna sempre fui mais ou menos coerente: gosto dela moderadamente e até gosto q.b. das músicas que faz. Sozinha ou acompanhada. Este último tema, em dueto com o inexplicavelmente adorado, o piroso Justin Timberlake, é bastante boa. Acho eu.



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terça-feira, setembro 23, 2008

Eça à la carte

Munido de algum do melhor espírito crítico queirosiano, mas com um pendor bastante menos satírico, Saramago tem vindo a caracterizar implacavelmente no seu novo Caderno, alguns dos principais actores da cena política nacional e internacional. De Bush a Aznar, passando por Cavaco Silva, António Guterres ou Berlusconi, Saramago não dá tréguas a nenhum daqueles que elegeu de inimigos privados de estimação. A propósito do tema da Justiça e do uso abusivo do Poder em causa própria [Chavez & cia à parte], a dado momento Saramago insurge-se contra o absurdo “veto” de Berlusconi à exibição no Festival de Cinema de Roma de "W", o último filme de Oliver Stone. Para dar mais ênfase à sua crítica, recorda Eça: "passa-se sete vezes uma gargalhada à volta de uma instituição, e a instituição alui-se". E foi precisamente a propósito de desmoronamentos, de injustiça, e de uso indevido do Poder que após ter tomado conhecimento desta boa-nova, e apesar de confessar que o primeiro autor que me veio à ideia ter sido Kafka, recordei-me à posteriori de outra frase de Eça que parece fazer todo o sentido na actual conjuntura: "este governo não cairá porque não é um edifício, sairá com benzina porque é uma nódoa".

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Vídeos Pedidos

O iPod é, para mim, um invento tão maravilhoso como a máquina de lavar roupa.

Utilizo este aparelho tecnológico em muitos dos meus efémeros momentos de criatividade culinária.

Não é que um dia destes espantei-me por Frank Zappa lá constar?

Zappa e o seu fabuloso "Bobby Brown".

Zappa e o seu sarcasmo são imprescindíveis, principalmente quando estendem a passadeira vermelha ao american way of life.

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Brandi Carlile

Uma rapariga sem história, que não sabe onde esteve nem como chegou onde está.

«All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I've been
And how I got to where I am.»(...)

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Países Que Vale A Pena Visitar (1)

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Irresistível

Imagem daqui

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Pensamentos matutinos (4)

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ó senhor, desculpe lá...

Ó senhor de meia idade, de roupa escura, de chapéu na cabeça e bicicleta pela mão que se cruzou comigo na rua a meio da tarde a pedir indicações... desculpe lá!

É que indiquei precisamente o caminho oposto... Não foi propositado, foi apenas uma confusão momentânea de locais... Dei conta disso uns metros à frente, mas já era tarde... Fui o caminho todo a remoer... Espero, sinceramente, que tenha pedido novas indicações...
Ó senhor, desculpe lá...
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segunda-feira, setembro 22, 2008

Cultura de Massas e derivados [2]

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Prognósticos só depois dos jogos [Jornada 3]

Imagem: Li Wei

Após um “ligeiro” interregno de 20 dias que serviu essencialmente para retirar o pouco ritmo de jogo entretanto adquirido a muito custo pelos jogadores das equipas nacionais; para alguns atletas fazerem mais umas quantas tatuagens sem colocar em risco a sua, já de si parca, condição física; e para que uns quantos jogadores do Benfica agravassem ainda mais as suas lesões; eis que chegou ao fim a terceira ronda do campeonato nacional.

Como first is first, o meu Sporting, depois de ter levado um banho de bola em Camp Nou, regressou a casa para derrotar, segundo consta, com alguma[s] facilidade[s], o Belenenses, por duas bolas a zero. Como não estamos habituados a benesses, suponho que o fiscal de linha se tenha esquecido que o Postiga já não era jogador do Fê Quê Pê. Somos fraquinhos fraquinhos fraquinhos, mas mesmo não estando a jogar nada, a verdade é que continuamos a amealhar todos os pontos em disputa no campeonato – e nestas andanças do futebol português o que se quer é pragmatismo [e quanto mais melhor].

Quanto ao Fê Quê Pê, depois de ter conseguido quebrar o enguiço na Champions League, foi perder mais dois pontinhos a Vila do Conde. É sempre interessante, útil [para a competitividade do campeonato], e muito bom sinal, ouvir o professor Jesualdo a queixar-se das arbitragens. Se bem me lembro, e ainda não há muito tempo, gabava-se de nunca as comentar. Como já dizia o “outro”: «mudam-se os tempos, mudam-se as vontades».

Last but not the least, o Ésse Éle Bê foi a sensação da jornada ao conseguir uma “contundente” vitória na Mata Real frente ao sempre complicado Paços de Ferreira. Se as parangonas dos jornais desportivos foram o que foram depois daquele grandioso feito em Nápoles – ter conseguido estar pela primeira vez na presente época a vencer um jogo oficial durante cerca de 2 minutos –, imagino que depois do resultado de hoje o Benfica passe desde já a ser considerada a equipa com maior potencial para vencer a Liga Sagres, a Taça da Liga, a Taça de Portugal, a Taça UEFA, e até a sagrar-se Campeão Europeu – mesmo não tendo sido apurado para a Champions League. Para a semana, o glorioso, recebe em casa aquela equipa fraquinha fraquinha fraquinha que segue em primeiro lugar no campeonato e que ganhou o único troféu que os jornais já não podem atribuir ao glorioso nesta época: a Supertaça de Portugal.

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'Em que posso ser útil' versus 'Lá vem mais um, irra!'

Não há nada pior do que precisar de um qualquer serviço público e perceber que em Portugal o tão falado choque tecnológico devia ser transformado num outro choque, num choque social que transforme os energúmenos que estão atrás de um balcão de atendimento público em pessoas bem educadas, solícitas e cientes de que o trabalho que executam é importante.
Sendo o Estado o primeiro culpado desta situação pelos anos consecutivos de abandono a que os votou, existe outra parte bem importante que já começa e acaba no carácter de cada um. Há alguma Lei que proíba um funcionário de uma qualquer Repartição de Finanças de esboçar um sorriso ao desgraçado que ali vai tratar do seu problema, seja ele qual for? Há alguma Lei que obrigue os funcionários dos Tribunais a chamar as testemunhas de um caso para a sala de audiência como se fossem elas as arguidas? Há alguma Lei que obrigue o funcionário de um Cartório Notarial a bufar enraivecido quando tem de se levantar de uma cadeira e andar dois metros para ir buscar um impresso para dar a alguém que dele precisa?
Num ponto, pelo menos, concordo com a avaliação dos funcionários públicos: chega de colocar pessoas a falar com outras pessoas quando essas pessoas não querem falar com pessoas. Chega de ter funcionários públicos a quem a execução de uma qualquer tarefa parece pesar um mundo inteiro, mesmo que essa tarefa não tenha nada a ver com o funcionário público em questão, nem sequer com um qualquer seu primo em décimo oitavo grau, sendo ainda assim importante para o desgraçado que precisa de um papel, documento, certidão ou afins.
Um dia destes as pessoas que estão atrás de balcões vão perceber que algo de nefasto para as suas carreiras está a acontecer: nos dias que já correm é mais fácil ‘falar’ com uma página na Internet, pagar as contas pela Internet, entregar declarações e impostos pela Internet, ou seja, em geral as pessoas começam a escolher a máquina fria e sem sentimentos que é um computador, a um ser humano carrancudo e maldisposto. O que não abona nada a favor dos funcionários de serviços públicos em geral.

P.S. Devo esclarecer que os funcionários públicos não são todos uns energúmenos maldispostos. No entanto, conheço uns quantos a quem esta carapuça serve na perfeição.

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A carapuça entrou na minha cabeça e não é que serviu?

Segundo a Carlota e, ainda, segundo as boas regras da língua portuguesa:
Não se escreve estado, mas Estado...
Não se escreve o Estado interviu, mas sim o Estado interveio...

Acho muito importante que alguém venha relembrar as regras da língua, eu, como ainda ninguém percebeu, tenho bastante facilidade em cumpri-las.

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a propósito do dia de hoje...

[hoje é Dia Europeu Sem Carros]

No fim do passado mês de Agosto, lá fui eu à bicicletada do Porto. Uma participação pessoal mensalmente adiada, por incompatibilidades de agenda. Mas Agosto permitiu-me ir espreitar...
«O QUE É UMA BICICLETADA?
Uma Bicicletada é um passeio de bicicleta, patins, trotinetes, “skates” e afins pelas ruas da cidade para promover a qualidade de vida urbana.
«PARA QUE SERVEM AS BICICLETADAS?
· Divulgar e promover o uso da bicicleta e outros veículos não motorizados como meios de transporte viáveis;
· Criar condições favoráveis ao uso da bicicleta como meio de transporte – tornando as cidades mais hospitaleiras;
· Tornar mais ecológica e saudável a mobilidade urbana.

Chego aos Leões. Duas ou três bicicletas encostadas com outros tantos miúdos à conversa. Sento-me também em frente à fonte e aguardo. Vão chegando mais pessoas, habituées destas lides e vão-se fazendo as apresentações. O leque de idades abre-se bastante. Prendem-se panfletos informativos da iniciativa mensal e promotores da utilização diária da bicicleta. Trocam-se ideias sobre o caminho a percorrer: hoje vamos a Gaia! E, no meu humilde papel de visitante estreante, assusto-me com a perspectiva do caminho de regresso... Descer até ao rio não custa nada, mas na volta há-se ser preciso subir... Ante as minhas preocupações, acalmam-me com a garantia de que ninguém fica para trás, nem que seja preciso apear.

Fotografia da praxe e estamos de partida. Um passeio pelas ruas da cidade, dividido entre a intervenção e a divulgação. Palavras de ordem. Alguns panfletos. Pontuais provocações automobilísticas. Mas, maioritariamente, o marcar presença numa ocupação legítima do espaço da faixa de rodagem. Paragens junto ao rio para reagrupar os participantes e aproveitar a paisagem. Passagem do tabuleiro inferior da ponte de D.Luis. Mais alguns metros percorridos e há que começar a pensar em regressar. Medo... No entanto, e apesar de tudo, a assustadora Mouzinho da Silveira até deu para subir. Despeço-me no cimo da rua, rendida à estação do metro que me há-de levar de volta ao Campo Alegre... ao carro que, com a bicicleta dentro, me trará de novo a casa... - é triste, mas tem de ser...

E dizem eles:
Ande de bicicleta todos os dias...
Festeje uma vez por mês...

«ONDE SE REALIZAM?
As Bicicletadas realizam-se em Lisboa, Porto, Coimbra, Aveiro e em mais cerca de 350 cidades de todo o mundo.
«QUANDO SE REALIZAM?
Em Portugal, as Bicicletadas realizam-se sempre na última sexta-feira de cada mês, às 18h/18h30, faça chuva ou faça sol.
Concentração :
- Aveiro - Praça Melo Freitas (perto do Rossio)
- Porto - Praça dos Leões
- Coimbra - Largo da Portagem, junto à estátua do Mata Frades
- Lisboa - Marquês Pombal, no início do Parque Eduardo VII

fotos / flyer [pdf]

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BlogoFriskies


Se assim fosse, este estaria pior do que a fome no Terceiro Mundo.

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À atenção dos assassinos da Língua Portuguesa

A 'nossa' Carlota não deixa passar nada em branco. Ide aqui e aqui confirmar como ela zela, e muito bem, pela língua de Camões.
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O Surpreendente Mundo Novo

Chamem-lhe causas fracturantes ou evolução das mentalidades, mas para mim não deixa de ser impressionante a velocidade com que hoje o mainstream tende a absorver ideias que até aqui estavam reservadas a certas contra-culturas.

Seja a generalização de um certo conceito de beleza andrógina, facilmente constatado no look de algumas top model da actualidade (provavelmente influenciadas pelos avatares do Second Life!), ou a vulgarização da discussão sobre os comportamentos dos homossexuais, tema que se instalou nas conversas quotidianas dos nossos cafés e tascas, não deixo de me espantar com a facilidade com que hoje se discutem temas que até ontem eram verdadeiros tabus.

Estas coisas dão um certo traquejo, de tal forma que nem sequer estranhei quando no outro dia li um texto de um (creio) sociólogo brasileiro que explicava que no futuro a tendência maioritária será a bissexualidade.

O texto fez-me lembrar uma noite de copos em que um amigo meu me comentou que a diferença entre um heterossexual e um bissexual são 8 whiskys.

Eu não me deixei convencer (claro!) mas a partir dessa noite passei sempre a ficar-me pelos 6. É que o chifrudo pode não vestir Prada mas sabe-se lá de que artimanhas é capaz!

PS: o mesmo sociólogo diz também que, simultaneamente, existirá uma tendência para a poligamia; um grande forrobodó, portanto.

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domingo, setembro 21, 2008

Mais uma pescadinha de rabo na boca

A actuação estratégica dos governos é algo que Cavaco Silva conhece e reconhece com alguma antecipação. Olhando para o Estatuto dos Açores o PR poderá ter pensado: alto e pára o baile!, será isto um ensaio inocente para algo que se estenderá ao continente? pois...

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Cultura de Massas e derivados [1]

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Pensamentos matutinos (3)

... e dominicais

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A minha maior dúvida existencial

É saber quantas mais vezes lerei no Expresso a palavra liberal, quando a mensagem que a circunda é fundamentalmente mais neoliberal.
O que distingue um liberal de um neoliberal?
O liberalismo surge na sequência da crise das monarquias e aliado bem frequentado da república. A principal bandeira do velho liberal era, fundamentalmente, a secularização das sociedades. De uma sociedade feudal e monárquica para uma sociedade democrática, laica e republicana. Se lermos escritos de Jaime Cortesão e de outros liberais portugueses famosos, o seu ódio mais radical é à Igreja e a sua principal bandeira de combate é a defesa da educação, pois, perceberam atempadamente, que só através da educação se poderiam educar homens livres do jugo da igreja e, consequente, da monarquia.
A essência do liberalismo político é profundamente revolucionária à época, estamos a falar na luta pela construção de uma sociedade com outro tipo de paradigma.
Segundo alguns autores, o neoliberalismo é uma junção altamente conflitual :entre o liberalismo económico (escola austríaca da economia) e uma mentalidade religiosa profundamente conservadora (políticas em Inglaterra de Thatcher), os trauliteiros da religião, como lhe chamaria um liberal convicto.
Um neoliberal olha para a sociedade e só vê indivíduos em competição, é um defensor camuflado da lei do mais forte ou do darwinismo social, como defenderiam alguns sociólogos. Camuflado porque Deus Nosso Senhor não lhes permitiria a admissão de tal pecado?
Um liberal olha a sociedade com um certo cepticismo, e com o seu porte aristocrático exclama: ah, o povo quão ignorante é o povo!

A minha maior dúvida existencial é a seguinte: por qual das vias irá o Expresso optar? Pelas mensagens subreptícias globalizadas e globalizantes desconfio que é pela segunda (neoliberalismo).

Há, no entanto, uma contingência dos tempos: como adaptar a ideologia neoliberal às recentes nacionalizações americanas?

A série segue dentro de momentos...

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Pescadinha de rabo na boca

Paulo Portas afirma, naquele seu ar de homem de estado, que José Sócrates não é capaz de enfrentar os maiores problemas do país.
Eu, na minha inocência, perguntaria a PP: então e o que diria de quem é extraordinariamente capaz de enfrentar os problemas do seu próprio partido?

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sexta-feira, setembro 19, 2008

O último grito



A insuspeita - e para mim desconhecida - estilista Robustella Krizia agitou as águas da polémica com o seu desfile no Madrid Fashion Week que decorre neste momento. A estilista colocou as manequins a desfilar com um açaime. Será um protesto contra a imposição de voto, que a bancada PS quer obrigar os seus deputados a ter, para chumbar as alterações legislativas que podem vir a permitir os casamentos gay?

Mais fotografias do desfile aqui

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Post Medicinal

Ou muito me engano ou isto é apenas fruto da "injecção" de capital. Quando o doente tiver novamente crises de abstinência, ou seja, quando houver outra "queda histórica" ou um rumor de falência de gigantes, os médicos, numa atitude totalmente contraproducente ao enfermo, irão aumentar-lhe a dose de sedativo. Isto é, doente vai continuar adicto, seja à droga, seja ao calmante. Só um último pormaior, de uma forma ou de outra, quem acabará por lhe pagar o (mau) tratamento somos nós.

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Banca de Jornais

Os títulos de primeira página dos jornais desta sexta-feira são bastante apelativos.

Entre o discurso histérico da violência e o consequente suicídio das forças de segurança?, Correio da Manhã e 24 horas;

Um PS centro-esquerda, eleições à vista, e o nin ao casamento dos homossexuais?, no Diário de Notícias e Público;

A falta de livros escolares, e o descalabro da educação já chega à falta de manuais?, Jornal de Notícias;

Lisboa tem mais transportes à noite, afinal a violência já não é o que era?, Metro;

E a mensagem directa e sem subterfúgios de Mário Machado, enfim só agora nos foi dado a descobrir a origem do seu mau-estar racial, Crime.

O cataclismo financeiro seguirá dentro de alguns momentos?

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quinta-feira, setembro 18, 2008

Efeito Mexilhão

É certo que o pouco conhecimento que tenho sobre o funcionamento da economia mundial e da sua complicada teia de ligações não me chega para compreender a dimensão da gravidade (ou não!) da actual situação.

Mas também é certo que não é preciso um MBA de Harvard ou saber recitar de cor A Riqueza das Nações para saber que também aqui, no final, se vai poder aplicar aquela velha máxima da rocha e do mexilhão.

E parece que já os estou a ouvir retorquir:

- É a economia, ó estúpido!
- É o mercado a funcionar, ó palhaço!
- Queres a globalização e depois queixas-te, ó seu comuna embuçado!

E eu, mexilhão assumido, escudo-me na singeleza da minha ignorância e respondo como responderia a minha avó Amélia (que gostava muito de dizer coisas):

- Pois.

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quarta-feira, setembro 17, 2008

a criança que me habita...

O dilema entre ser crescido e procurar compreender e ser criança e como que acreditar.... Tenho esta sensação estranha habitualmente em espectáculos de magia, a ilusão é tão mais fantástica quanto mais acreditamos nela. O deslindar de alguns truques fazem desvanecer o encanto. No entanto, o nosso posto de gente crescida por vezes não nos permite a admiração sincera.

Hoje vi um espectáculo de marionetas; apenas um boneco e um homem. O manipulador assumia as pernas do boneco e uma das suas mãos, enquanto que com a outra orientava a cabeça - tudo perfeitamente assumido, atenuado apenas pelo preto da roupa. Em alguns momentos do espectáculo, dei por mim com o tal dilema entre adulto e a criança, entre o observar as manipulações e o apreciar apenas as movimentações do boneco de per si... E acabei por me render à criança que me habita - é muito mais divertido!

O espectáculo estava integrado no FIMP - Festival Internacional de Marionetas do Porto - que decorre ainda até sábado com apresentações diárias gratuitas na Praça D.João I (Porto).


imagens cortadas do vídeo do youtube

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O apogeu do neoliberalismo

Olhando para os EUA eu, neoliberal convicta, interpreto criativamente as falências e as intervenções estatais na economia.
Ora se os actores do mercado criaram oportunidades infindáveis de consumo, e as empresas competiram entre si, e a tecnologia inventou/a novas oportunidades de negócio, isto é como lucrar mais com cada vez menos gente, e os consumidores deixaram de ter dinheiro, pois não têm emprego, e as empresas do mercado livre perderam clientes, que tal organizarmos tudo isto de uma nova forma?
Bem, em primeiro lugar precisamos de comer a concorrência, e, em último recurso, fazer com que o estado a coma. Aliás é esse um argumento excelente em prole da defesa do estado mínimo, o estado só deve intervir quando estamos em risco da economia entrar em colapso e, consequentemente, exclusões e desordem social.
Entretanto o americano tranquilo chegará a uma conclusão brilhante: ah, já compreendi o que os génios da teoria económica neoliberal pretendem dizer quando defendem a intervenção estatal mínima. Qualquer coisa como mais do mesmo: o lucro de meia dúzia e o prejuízo de milhões, parece-me justo, é esse tipo de economia que eu, aliás, vou adoptar lá em casa.

A verdadeira essência do neoliberalismo é uma nuance humana em vias de extinção: o canibalismo.

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Para ajudar nas nacionalizações

A FED vai pedir ao PCP que mande para os EUA os seus mestres em economia socialista.

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Ó Tuli, o pão é com quê?


Leio hoje no DN que o Michael Phelps, um dos homens mais feios do mundo de quem (não espanta) eu nunca tinha ouvido falar até meados do mês passado, fez uma dieta rigorosa durante as competições nos Jogos Olímpicos.

Ao pequeno-almoço, três sanduíches de ovos mexidos, queijo, alface, tomate, cebolas fritas e maionese, uma tigela de cereais, três chávenas de café, três torradas com açúcar e, para terminar, três panquecas de chocolate.

Ao almoço, meio quilo de massas e duas sanduíches grandes de pão branco com queijo, presunto e maionese. A acompanhar 1000 calorias de bebida energética.

Ao jantar, meio quilo de macarrão, uma pizza e 1.000 calorias de bebida energética.

Eu, quando for grande, quero comer como o Michael Phelps quando esteve em Pequim. Apesar de achar que ele comia pouco ao jantar. Mas dispenso o açúcar nas torradas (blhéc!). Quero antes Tulicreme.

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terça-feira, setembro 16, 2008

Não notícias de [mais-ou-menos] última hora

Imagem: Peter Lippmann

Lurdes Rodrigues perde a cabeça e enxovalha publicamente António Costa [entre outros], classificando a sua conduta como uma tentativa de “boicote” e inserindo-a no "mundo da intriga política”. Ler aqui as declarações completas de António Costa que despoletaram a reacção abrupta da Ministra da Educação.

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Saramago: Cartas de amor e Ódio

Saramago inaugurou o seu blogue com um texto que caracteriza como «uma carta de amor a Lisboa». À primeira vista nada seria mais sensato e adequado: a cidade onde vivo [desde sempre] está mesmo necessitada de amor, muito muito amor – tal é o seu estado de abandono, degradação e imundície. Porém, se quando o nobilíssimo escritor escreveu a referida “carta”, «há uns quantos anos atrás», a mesma poderia até ser uma evidente proclamação de amor, já hoje, e considerando outros desenvolvimentos [e insuflados ódios de estimação], aquela velha carta talvez tenha adquirido novos significados que já nada têm a ver com sentimentos de amor.

«Deixemos na irónica paz dos túmulos aquelas mentes transviadas que, num passado não distante, inventaram para os Portugueses um “dia da raça” (…)».

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Belisquem-me!

Joana (nome fictício) é mãe de um bebé de dois meses e não vai poder gozar a sua licença de maternidade até ao fim. Tudo porque é professora contratada e segundo uma circular do Ministério das Finanças e da Administração Pública, aprovada em Fevereiro, para poder candidatar-se este ano tem de renunciar à licença ou arrisca-se a ficar cinco anos de fora dos concursos.

(resto da notícia do DN, aqui)

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Economia mundial simplificada

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segunda-feira, setembro 15, 2008

O velho Liberalismo está de volta?

Depois de uma inexplicável “onda” de nacionalizações na nação mãe do neoliberalismo, eis que os velhos princípios liberais começam a vir novamente à tona. A questão passa agora por saber se já não será demasiado tarde para evitar a colapso dos mercados financeiros e, por arrastamento, da economia mundial. Hoje, da parte da manhã, as principais bolsas europeias já estavam a perder cerca de 3%, mas só quando o Dow Jones e o Nasdaq abrirem é que se podem tirar mais algumas ilações. Aguardemos.

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Pensamentos matutinos (2)



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domingo, setembro 14, 2008

Quando as montanhas parem ratos

Este fim-de-semana foi bastante profilático como diria um digníssimo habitante de qwerty2001.
Só uma pequena sombra invade o meu contentamento: a falta da crónica do Miguel Sousa Tavares no Expresso.
Quanto às anunciadas e publicitadas inovações no semanário há um ditado português adequado: a montanha pariu um rato.
Gosto de ler o Henrique Raposo, principalmente quando invoca argumentos descomprometidos em louvor da escola pública e da autonomia das escolas, ainda estou assombrada com a sua capacidade de introspecção.

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sábado, setembro 13, 2008

[Un]realpolitik

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Divirtam-se

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sexta-feira, setembro 12, 2008

12,13 e 14 de Setembro...

... ou tivera eu o dom da multiplicação...

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Uf!

Adoro o ar matreiro com que o pessoal que percebe disto nos confidencia que o anunciado fim do mundo afinal é brincadeirinha de cientista praxador.

Eu, que não consigo ir muito além da admiração pela parte estética do E = mc2, fico muito mais tranquilo.

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Diga não ao farnel


E a horas, também chegam?

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Pensamentos matutinos (1)



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quinta-feira, setembro 11, 2008

O voto é universal, mas...

O voto dos emigrantes é, maioritariamente, de direita. Sócrates quer aproveitar-se disso, tentando retirar-lhes o voto nas legislativas, como Freitas tentou atribuir-lhes o voto nas presidenciais que perdeu para Soares. O que eu não consigo entender é a razão que leva a que os eleitores emigrantes tenham poder de voto para todas as eleições excepto para a presidencial. Porque das duas uma: ou se acaba definitivamente com o voto por correspondência dos emigrantes ou se alarga também ao escrutínio para a presidência. Esta dualidade de critérios só serve para diminuir a importância do voto nos outros órgãos de soberania perante a votação para a presidência e aumentar a distância dos emigrantes em relação à vida política portuguesa. E não me parece que alguma destas consequências seja vantajosa para a democracia.

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9/11

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We're all living in America,
Coca-Cola, Wonderbra,


Passaram 7 anos sobre o 9/11 [Nine/Eleven]. Porém, após uma breve passagem por uns quantos blogues nacionais de [minha] referência, não li qualquer alusão a esse terrível acontecimento que tem vindo a marcar, determinadamente, os últimos anos da História da Humanidade.
Este era um daqueles dias em que seria comum ouvirem-se vozes de pesar e de exultação, pró e anti América; de alerta sobre os perigos do terrorismo e fundamentalismo islâmico; e de debate sobre as virtudes e/ou equívocos da política externa norte-americana.
Estranho que passados 7 anos já exista tanta indiferença perante tamanha barbárie.
Por mim, mesmo que passem sete, mais sete, e mais sete, neste dia, e enquanto viver, sentir-me-ei sempre um pouco americano.
Adenda [das 22:00]: Justiça seja feita.

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Sindrome Pós-Estadia Prolongada Na Pátria

Todos os anos, ao voltar das férias em Portugal, fico com este meu pobre coração luso a balançar entre sentimentos contrários.

Por um lado adoro aquela terra, aquele sol, aquele mar, aquelas gentes, aquela luz, puder andar quase 1 hora de táxi e só pagar 10€….

Por outro entristece-me ver as cidades cada vez mais feias, mais sujas e mais desordenadas, assistir quase diariamente a boçais atropelos às regras mais básicas do civismo e a constatar como a falta de respeito pelo vizinho do lado e o egoísmo mais primário se tornaram quase normas do quotidiano das pessoas.

Fazer o quê!

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Somos Irmanos ou Não Somos

Conta-me o meu chefe, inglês (do mais inglês que há), que como na altura do acidente do Spanair em Madrid estava de férias em Espanha, foi através da imprensa espanhola que acompanhou o caso (ele até fala um pouquito de espanhol).

A principal observação que ele me fez sobre a forma como as televisões espanholas cobriram o acontecimento foi a sua surpresa pelo pouco interesse que os jornalistas dão aos factos em si mesmos comparado com a importância que põem na exploração dos sentimentos que se geram à volta deles.

Do que ele viu, o ponto culminante foi mesmo quando, alguns dias depois do acidente, um repórter se infiltrou num outro avião da mesma companhia que fazia a mesma rota e se pôs a perguntar aos passageiros como é que se sentiam….

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Miraklet i Lissabon

Uns dizem que é futebol.

Não é. É palhaçada!

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Coincidências



Hoje, lembrei-me deles. Já foi há muito tempo, por isso pensava que eram dinamarqueses. É que eram tão bons.


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quarta-feira, setembro 10, 2008

[In]Segurança

Não têm faltado exemplos mas, quando alguém saca de uma arma dentro de uma esquadra de polícia e atira três vezes contra outra pessoa, seria de esperar algo mais que não isto.

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Após de 3 anos de [des]governação Socialista…

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mas afinal o que é o Comunismo?... [II]

O documentário alemão exibido pela RTP2 na semana passada - Comunismo - história de uma ilusão - passou em revista o Comunismo soviético de Lenine, Estaline, Khrushchov, Brejnev e Gorbachev. Após a demissão deste último, das imagens da descida da bandeira vermelha, a série terminou com algumas frases de "resposta" a

Terá o Capitalismo ganho de vez ou terá o Comunismo ainda futuro?

«O Comunismo é simplesmente a visão, a ideia, mas também a ideia de que as pessoas não têm de estar eternamente sujeitas às leis selvagens da concorrência.»
[o comunismo não como sistema, mas como contra-sistema...]

«O sistema comunista, como foi introduzido na Rússia em 1917, desacreditou-se a si próprio de tal forma que não tem futuro.»
«As lições da História foram tão duras que penso que ninguém pode insistir nessas posições e nessas ilusões.»
[onde é que eu já ouvi isto?... =)]

«Mas a ideia da igualdade das pessoas existirá nas nossas almas para sempre.»
«A ideia da igualdade fascinará sempre as pessoas, mas considerarem-se comunistas por causa disso é uma questão inteiramente diferente.»
[seja!...]


O Comunismo europeu como sistema não sobrevive, as lesões foram demasiado graves... Pode, então, uma ideologia sobreviver sem um sistema que a suporte?... Sem a ambição clara de se concretizar em pleno?... Pode a voz de uma ideia resumir-se ao garante de um equilíbrio?... Uma espécie de força que impede uma queda do outro lado, mas que se desvanece na iminência de uma proximidade objectiva?...


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Profissionalismo versus amadorismo

O que é um profissional?
O que é um amador?
Talvez o desporto possa servir de guião.

Um desportista amador poderá definir-se como alguém que pratica desporto como actividade secundária, e cuja ambição deverá ser adaptada à sua disponibilidade profissional.
Um desportista profissional é alguém cuja actividade profissional é o desporto, daí que o treino diário, tendo em vista a melhoria da sua eficácia enquanto desportista, seja fundamental.
Qualquer definição é, sempre, demasiado simplista, mas partindo deste pressuposto há sempre uma pergunta que qualquer uma das ramificações deveria saber responder:
- como desportista profissional o que ambiciono atingir?
- como desportista amador o que ambiciono atingir?

É óbvio que tal resposta depende de cada um e do seu nível de ambição.
Observando alguns minutos do jogo de ontem da selecção dos sub-20 (?), pareceu-me estar perante um exemplo perfeito de profissionais cujo nível de ambição (se é que se poderá falar em nível de ambição quando o mesmo não existe) é negativo, contudo e para além disso poderemos extrapolar outro tipo de interrogações:
- que tipo de perfil deverá ter um profissional de futebol de uma selecção? Apenas o clássico marcar golos? E aquele que sabe marcar golos mas cujo entrosamento em equipa é mediano/medíocre?
- que tipo de perfil deverá ter um treinador de futebol de uma selecção? Conceber uma estratégia de ataque desconhecendo as características psicológicas de todos os elementos da sua equipa?
e, consequentemente, que tipo de resultados poderá ambicionar a Federação Portuguesa de Futebol? O clássico resultados, apenas resultados, sem entrosamento com a equipa técnica e jogadores?

Quando vejo profissionais (?) a funcionarem da forma como funcionou a selecção nacional no jogo de ontem retiro as seguintes conclusões:
- falta de entrosamento e ambição entre equipa técnica, jogadores e federação.

Uma noção de profissionalismo que envolva:
- respeito pelos espectadores e pela actividade profissional;
- conhecimento e integração dos objectivos que se pretendem atingir;
- entre outros.

De um ponto de vista geral percebe-se que um dos problemas fundamentais daquela selecção parece ser a falta de diálogo numa perspectiva de responsabilização pela conduta pessoal tendo em vista o sucesso do grupo.

Se extrapolarmos este raciocínio para as restantes actividades percebemos que:
- educação sem diálogo eficaz entre os diversos actores não resulta;
- justiça,... idem...

Obviamente que o diálogo não é algo que se aproxime da inacção. O diálogo pressupõe a acção responsabilizando todos. Diálogo pressupõe espírito crítico e capacidade de saber ouvir os outros. Mas ainda continuamos no domínio do autoritarismo travestido de democracia em que alguns profissionais associam crítica a afronta pessoal.

Assim, enquanto estivermos no reino do faz de conta que somos democráticos não admira que as equipas de futebol, sistemas de ensino, justiça, saúde, etc, funcionem como se os indivíduos que fazem parte do seu funcionamento critiquem tudo o resto desculpabilizando-se e atribuindo as culpas ao outro lado do sistema (a clássica vítima do sistema).

A responsabilidade pelo mau funcionamento de algumas instituições reside afinal na irresponsabilidade individual e, consequentemente, colectiva.

Mas, obviamente, que o discurso em prole da responsabilidade em prole da eficácia de um comportamento profissional não poderá ficar refém de:
- liberdade de expressão irresponsável;
- autoritarismo autista;
- espírito crítico, autonomia e participação como sinónimos de individualização e competição predadora.

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terça-feira, setembro 09, 2008

Central de Alarmes

Afinal a culpa é mesmo da oposição. Tanto reivindicaram forças policiais na rua, que as esquadras acabaram por ficar desertas e desprotegidas. Talvez não fosse má ideia [de todo] que o nosso mais famoso expert nestas matérias [pelo menos nas temporadas em que governos PSD estão no poder], o inebriante José Magalhães, aproveite esta a ocasião para estender o protocolo com as empresas de segurança privada às esquadras de polícia.

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Benfica-Porto [Reloaded]

Após um empate a uma bola dentro de campo, fora das quatro linhas as duas equipas encontram-se empatadas a um pontapé para cada lado. A bola está agora na posse da Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional.

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The Show Must Go On

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